“Sou pequeno e nem quero crescer muito. Até poderia, pois tenho demanda, nome consolidado no mercado e possibilidade de aproveitar o potencial da região onde atuo (Domingos Martins). Mas não tem gente para trabalhar. A coisa mais difícil é achar gente no mercado, disposta a encarar o trabalho “. A fala crua, triste e muito real para todos os setores epregadores da economia capixaba é de um dono de restaurante que simplesmente abriu mão de fazer o negócio ganhar mais corpo. A dora de cabeça de tentar mão de obra não vale à pena. Não tem gente qualificada no mercado e, quando tem gente, é temporário. Muito temporário. Não há envolvimento, cultura de desenvolvimento e muito menos política para manter o trabalhador empregado em sua região, onde ele nasceu, vive, conhece todo mundo e atua. E quando se fala em gargalo estrutural, de problemas com portos, aeroportos e estradas, ninguém pensa em qualificação e principalmente em educação de mão de obra. A estrutura pode chegar, com acordos políticos, costura de verbas, investimentos em parceria com a iniciativa privada. Mas se não tiver gente para operar, nada disso vai pra frente. Aí não adianta descobrir um Irã de petróleo em águas capixabas. E hoje, não temos gente no mercado. E não se trata de oferecer cursos técnicos, qualificação de órgãos da indústria ou do comércio. Trata-se de educação estrutural. Os profissionais do Estado não têm a cultura empreendedora que se desenvolve com um currículo voltado para isso, lá desde a escola básica. Falta vontade de tirar mais da profissão, seja ela qual for e onde estiver. Em níveis básicos de trabalho, é comum ouvir do trabalhador que é mais vantagem receber seguro desemprego do que conseguir um trabalho. Ganhar sem fazer nada. E assim, não tem Fundap que chegue para sustentar um Estado, tenha o território o tamanho que tiver. É hora de planejar o futuro com uma mudança drástica no formato da educação do profissional enquanto o profissional ainda é estudante do ensino fundamental. Se isso não acontecer, estamos fadados a ficar no fundo do balde, junto com os caranguejos que nunca vão conseguir fugir. Pior. Sem puãs nem mesmo para puxar os mais fortes para baixo.
Nossa carteira de ações
Março se foi e abril começa com o resultado de nossa carteira no mês das “águas turbulentas”. No embalo do mercado que tem oscilado bastante, nossa carteira de ações segue em baixa. Veja o desempenho de nosso investimento:
Ambev ON – -5,51
Bradesco PN – +5,11
Br Malls ON – -3,89
Concessionária de Rodovias ON – +3,01
Comgas PNA – -1,51
Saouza Cruz ON – -4,42
Lojas Renner ON – -0,35
Natura ON – -5,38
Ultrapar ON – -0,13
Brasil Foods ON – +4,06
Oi PN– -7,85
Investimento nas montanhas
Uma linha de crédito para investir nas montanhas. Assim o Banestes entra com parceria com o Vista Azul Negócios Imobiliários. O acordo será assinado nesta terça, dia 2 e será uma forma de alavancar as vendas das unidades do Bristol Vista Azul Hotel & Residencial, em Pedra Azul, Domingos Martins. O financiamento pode ser de até 80% do valor das unidades e já pode ser contratado na fase de construção. O Bristol Vista Azul tem previsão de inauguração em 2015, terá 72 suítes hoteleiras e 154 unidades residenciais com a estrutura de hotel de luxo. O pagamento do crédito concedido pelo Banestes poderá ser por parcelas mensais, com prazo de até 80 meses, ou em parcela única com prazo de até 30 meses. A taxa pós fixada das operações será com base no CDI + 0,50% ao mês. O negócio tem a chancela da marca Banestes Valores.
