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Vitória, 19 de
Maio de 2013
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Economia
2 mai 2013

Mercado na veia e foco no consumidor

Publicado às 19:52 | Postado por Folha Vitória

Sandro Marinho, diretor comercial da Podium,  revela as estratégias da empresa para crescer em 2013

Na garagem de casa, os extremos: um Fiat 500 e uma Freemont. No trabalhos, equipes que dirigem o objeto do ganha pão diário. Na Podium, todos que trabalham nas vendas têm um Fiat na garagem. “Temos que acreditar no que vendemos e a maioria tem o carro porque gosta mesmo”, conta Sandro Marinho, o responsável pela força de trabalho que põe na rua os carros da marca na Grande Vitória e em Campos, no Rio de Janeiro. O grupo tem ainda representações da Kia e da Volkswagen. “Mas os melhores são os carros da Fiat”, brinca Sandro.

A Podium tem estratégia de crescimento que acompanha a expectativa nacional do setor, de aumentar as vendas em 5% em relação ao ano passado. O porém é que este ano está mais difícil. “A concorrência está mais acirrada. Tem muito mais opções no mercado. Mas mesmo assim dá para confiar na marca e fazer diferente”. E para fazer diferente, Sandro diz que o caminho é o pós venda. A estratégia é tratar o cliente da melhor forma possível e acompanhar, depois que ele compra o carro, como estão as impressões dele e se ele precisa de algum tipo de suporte. Todos nas equipes são minunciosamente treinados para isso, já que a imagem de vendedores de carro é bem arranhada. Afinal, quem nunca se aborreceu ou foi mal tratado em uma concessionária? “Claro que temos muito que evoluir, mas garanto que trabalhamos dia e noite para fazer o melhor atendimento possível e deixar o cliente satisfeito. A gente sabe que é essencial para o desenvolvimento da marca e para crescer cada vez mais”.

Ao todo, a equipe de Sandro conta com 45 vendedores na região metropolitana. A estrutura geral envolve cerca de 270 funcionários, que fazem a máquina andar. Todos treinados dentro do padrão de qualidade exigido pela fábrica. E é a fábrica que permite que o grupo se expanda. Só é possível abrir uma filial com a aprovação da montadora. Hoje, a Podium tem uma filial em Campos, no Rio, que vende 100 carros por mês. Um bom número segundo Sandro Marinho. “É um bom número. Somos líderes de vendas por lá e acho que é muito por causa dessa filosofia de atender bem o cliente, acompanhar a venda, fixar a marca.

Mesmo com a chegada forte de chineses e coreanos, Sandro aponta GM e Volks como principais concorrentes. E por isso, há lançamentos importantes chegando por aí. “É segredo ainda, mas vem coisa boa por aí. A Fiat conhece bem o mercado e sabe que um lançamento depende do momento. Com o novo Uno foi assim. Lançou no momento certo. E pode ser que os lançamentos novos cheguem ainda este ano. E vão abranger todas as camadas. Carros populares e maiores. A Fiat é muito estrategista”.

Sandro é de São Mateus e desde criança está na Capital. Já passou por outras empresas de veículos, mas se encontrou mesmo na Podium. A busca nos próximos passos da carreira é quebrar o paradigma do atendimento em concessionárias e fazer a marca Fiat bombar no mercado. O foco é totalmente no consumidor. “É o nosso principal diferencial no mercado e não importa só vender. Tem que ter proximidade e criar um elo com o consumidor. E temos planos sempre de crescer e expandir o negócio. E se tivermos oportunidade, pode estar certo que estaremos prontos para crescer”.

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12 mar 2013

Start You Up: futuro, inovação e uma grande sacada

Publicado às 0:19 | Postado por Folha Vitória

Logo na chegada a impressão é diferente. A Start You Up funciona em um galpão em Jardim da Penha, bairro povoado por estudantes universitários. Aliás, o galpão fica quase em frente à Universidade Federal do Espírito Santo e não por acaso. Ali está a efusão de ideias e sonhos que são combustível para esta aceleradora de empresas. Quem me recebe é um jovem com barba estilosa, bem diferente da tradicional, e com olhar vivo, sempre brilhante. Me diz educadamente que a pessoa que falaria comigo, André Fiorini, diretor de Marketing e Tecnologia da empresa, não pode comparecer e ele mesmo dará a entrevista. Logo depois ele oferece o cartão, que diz: Marcílio Riegert, CEO. O CEO é uma sigla em inglês que define o maior cargo administrativo de uma grandes empresa. É o cara que pensa e faz com que sejam executadas as diretrizes para que a empresa que já é grande, continue a crescer.

A Start You Up não é uma grande empresa. Mas a definição no cartão de visitas aponta para cima, para onde esses jovens querem chegar. E por falar em jovens, o CEO me conduz a uma sala de reuniões, onde será a entrevista. A sala fica bem no final do galpão que tem pé direito altíssimo e nenhuma divisória. No meio exato, duas fileiras de mesas com os dois lados aproveitados e transformados em baias, estações de trabalho onde operam as empresas que serão “aceleradas”. Por enquanto elas ainda não estão ali, mas é questão de tempo. São ao todo 60 posições, para abrigar representantes de 11 empresas que foram selecionadas em um processo extremamente concorrido.

Mais de 200 empresas concorreram a uma oportunidade de serem aceleradas. São empresas que lidam principalmente com tecnologia e informação no amnbiente da Internet e que podem fazer algo realmente inovador e sem precedentes no mercado. É o perfil exigido e cuidadosamente avaliado no processo de seleção. As selecionadas entram em um programa que inclui investimento, desenvolvimento dos produtos e inserção no mercado. E quem faz tudo isso é a Start You Up. “É um investimento de risco. Entramos com a meta de acelerar a empresa, tracioná-la no começo para que ela tenha força de ganhar o mercado e aparecer. Em troca, temos uma participação na empresa. Ao final deste ano pode não dar em nada, mas ao mesmo tempo a empresa pode deslanchar. Queremos escala. Não queremos que a empresa venda para 10, 20 ou trinta. Queremos que ela ofereça seus produtos para milhões de pessoas”, conta Marcílio Riegert.

Parece megalomania, pode até ser, mas o que a Start You Up faz é inovação das boas e aposta em um tipo de gestão desconhecido para nós, que pensamos o mundo com empresas tradicionais, que oferecem produtos físicos, serviços palpáveis e o salário fixo no fim do mês. “Para o processo de seleção tivemos inscritas empresas da Índia, de Portugal, de todo o mundo. Nosso mercado é o mundo. Para o que fazemos, pouco importa onde estamos, mas temos orgulho de sermos aqui do Estado e de sermos colocadas lado a lado de gigantes como a aceleradora da Microsoft, por exemplo”, conta com o mesmo brilho nos olhos o diretor de novos negócios Ricardo Tosi. Igualmente jovem e igualmente crente nas convicções que regem a Start You Up, Ricardo é dono de uma outra empresa, no ramo de móveis para escritório. Aliás, é só mais um perfil entre os sete sócios, cada um de uma área bem específica.

Uma vem da área de tecnologia, outro da construção civil, outro lidava com projetos sociais de empresas privadas, outro é investidor, outro atua na área de alimentação, mais um com e-commerce. Todos juntos colocaram no negócio R$ 1,2 milhão, sem perspectivas de retorno em curto prazo. Mas o que é curto prazo ou longo prazo para empresas que lidam principalmente com o mutante meio da Internet? Antes da resposta, nossa entrevista é interrompida por outro sócio que passeia pelo galpão sede da empresa com um notebook aberto em punho, com uma figura sorridente na tela. O sócio é Fernando Rivera, um cara que aparenta mais de quarenta e usa camisa, calça jeans e chinelos. Ele é arquiteto e tem passagem pelo Vale do Silício, meca da tecnologia mundial. O notebook está aberto porque ele apresenta, com a câmera do computador, o espaço para o interlocutor do outro ladoO homem barbudo e com sorriso extra-largo está no México. É o irmão que conhece a sede da Start You Up pela primeira vez.

Fronteiras não são um conceito muito respeitado na Start You Up. Não há parede e o galpão é por isso. Não é mesmo para haver paredes. Muito menos para negócios há qualquer tipo de barreira. “Trabalhamos 24 por 7 irmão. Esse é nosso horário. Até por causa do fuso horário, nossos telefones estão sempre ligados e atendemos a todos a qualquer hora. É o mínimo que podemos fazer. Quando a gente seleciona a empresa para ser acelerada, a gente quer ver sangue no olho e por isso também temos que ter sangue no olho para dar o suporte necessário para a empresa deslanchar. Eles têm que ver na gente a mesma disposição que eles têm para tocar o negócio”, conta Ricardo Tosi.

E para deslanchar em qualquer mercado, fica muito clara a importância que esses empreendedores dão para a informação. Informação é tudo no trabalho de acelerar e tracionar, como eles mesmos dizem, uma empresa. De posse de informações de mercado, de percepções do que o público quer, é possível apostar as fichas em empresas que tenham grande chance de dar retorno. “Um exemplo de empresa que vamos acelerar é a Baixou. Olha só a sacada dos caras. Você quer comprar um item qualquer, mas não está disposto a pagar R$ 2 mil, R$ 3 mil. O Baixou é um serviço que filtra e faz a pesquisa para você. É só cadastrar o item com o valor que você está disposto a pagar. Quando o item chegar àquele preço, o Baixou avisa o usuário, que então pode comprar. O que os caras ganham com isso? Um percentual da venda, acordado com as lojas que vendem o item. Agora temos que fazer esse serviço deslanchar, é o nosso papel”, explica Marcílio Riegert.

Quase chegando ao final da entrevista somos interrompidos mais uma vez, agora pelo filho do CEO, que tem problemas para operar um dos computadores que estão nas estações de trabalho. “Não sei muito o que fazer para te ajudar. Procura alguém que vai poder resolver”, diz o sócio para o menino de seis anos que veste um uniforme de escola da rede pública de Vitória. E na retomada de nossa entrevista, vem a pergunta: Onde vocês querem chegar? E a resposta é imediata”e típica de quem não tem uma resposta pronta: “Boa pergunta”. Mas a resposta existe e é bem definida e clara. “Em torno de cinco anos ser uma das maiores geradoras de negócios em aceleração de empresas e ser referência mundial. A gente quer ser diferente no mercado e fazer com que quem esteja com a gente também seja diferente. E já tivemos uma prova disso com o processo seletivo que abrimos e tivemos mais de 200 inscrições com gente da Índia, Estados Unidos e Portugal. Somos uma empresa nova e temos confiança no potencial porque logo no primeiro ano já tivemos aval do Governo Federal, que nos incluiu no programa StartUp Brasil. Também fomos selecionados pelo Google, como representantes aqui no Estado das plataformas de soluções para negócios da gigante mundial. Tudo isso nos coloca em pé de igualdade com as grandes do mercado”, diz empolgado o CEO Marcílio.

E para encerrar, vem a pergunta: “Vocês querem ficar ricos?”. A resposta pode até surpreender quem começa a ler este texto do fim para o começo. “Este não é o objetivo, mas seria uma boa consequência”, diz Ricardo Tosi. “Nós vamos gerar negócios aqui, vamos mostrar que uma empresa aqui do Espírito Santo é capaz de gerar negócios”, finaliza, com o mesmo brilho nos olhos, Marcílio Riegert.

Start You Up: www.startyouup.com.br

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25 fev 2013

Peixe Urbano: planos para a Grande Vitória

Publicado às 15:40 | Postado por Folha Vitória

Formado em Stanford, uma das universidades mais conceituadas do mundo, e com uma ideia que deu certo. Emerson Andrade, um curitibano que trabalhava na Microsoft, nos Estados Unidos, resolveu deixar de lado o emprego em uma das empresas mais promissoras do mundo para se aventurar no negócio próprio. Uma novidade, sem garantias, mas que poderia se tornar referência. E se tornou. Ele e dois amigos fundaram o Peixe Urbano, empresa que só em vitória já vendeu 300 mil cupons em três anos de operação.

300 mil cupons, é bom ou ruim?

É um número muito bom. Para se ter ideia, BH teve 1 milhão até hoje. Como a cidade é maior e em Vitória começamos um pouco depois, consideramos o número muito bom. Proporcionalmente, melhor até do que Belo Horizonte, já que a cidade tem mais habitantes.

Foi o primeiro a entrar no mercado no brasil. Como foi o desenvolvimento do site?

A gente começou em março de 2010. Eu morava nos EUA, um dos sócios também. Somos três sócios. A gente conhecia a tendência, sabia que esse tipo de comércio eletrônico era uma tendência. E foi uma febre. Abria um site atrás do outro. Teve uma época que diziam que abriam 10 novos por dia. E a gente ouviu falar de algumas fontes que analisavam estes números que apontaram existir mais de mil sites de compras coletivas aqui no Brasil. E quando perguntavam pra gente o que ia acontecer a gente disse o que realmente aconteceu. Que o número ia diminuir bastante, que poucos ficariam. É muito natural, porque o que você procura quando quer o serviço? Um site grande, que seja confiável. Então o site que opera com os melhores estabelecimentos tem vantagem. E vira um ciclo. Se o site tem melhores ofertas, acaba fechando com melhores clientes e acaba tendo mais visitas. Hoje o mercado se consolidou bastante, vários sites fecharam, e ficaram só os maiores.

Qual o tamanho do peixe urbano hoje?

Hoje temos informações que não podemos divulgar. O faturamento, pelo menos a gente não divulga. Mas a gente divulga a economia que geramos. Só em Vitória, nossos clientes economizaram R$ 30 milhões. No país foram R$ 2 bilhões de economia. O que a gente tem é que são mais de 20 milhões de pessoas cadastradas em todo país. A gente tem 600 pessoas trabalhando pra gente. Em termos de marca, de presença em número de cidades a gente é o maior. Temos estimativas.

E o mercado será só o de compras coletivas?

A gente já está diversificando. Temos um site em que oferecemos o serviço online de delivery e também já temos o de venda de passagens,  o Peixe Urbano Viagens.  Como a gente tem uma base de usuários muito grande, por outro lado temos muitos fornecedores cadastrados também. E pensamos, como podemos juntar e fazer com que isso gere negócios?

Voltando à história do tamanho, no começo todos só falavam de sites de compras coletivas. Agora parece que o negócio deu uma esfriada? Como você enxerga esse movimento?

O que aconteceu é que após três anos, você não pode chegar mais pra um amigo seu e falar: nossa, você já viu aquele site de compras coletivas, que dá descontos? Teve um momento em que era novidade, em que  todo mundo contava pra  todo mundo. Isso não é mais. O que arrefeceu foi essa coisa da novidade. E aí o que acontece é que nos consolidamos e já sabíamos disso, tanto que tomamos algumas decisões. O delivery, por exemplo, começamos lá atrás, em 2011. Tava começando e a gente já pensou em fazer alguma coisa.

A gente vê o número de reclamações de sites de compras em Procons aumentando a cada dia. Como vocês agem em relação a isso? É fácil de contornar?

Em relação a números, por exemplo, a gente mede de três formas. Nosso próprio atendimento, Procon e o Reclame Aqui. No nosso próprio atendimento a gente, se comparar março até dezembro do ano passado, tivemos uma redução de 300% nas nossas chamadas internas. No Procon, se a gente comparar o segundo semestre do ano passado  com o primeiro as queixas caíram pela metade. No Reclame Aqui, todas as queixas foram respondidas e nosso tempo de resposta é três vezes menor do que há um ano. Isso porque hoje a gente tem chat 24 horas, telefone. Temos um monte de ferramentas para atender o consumidor. O Reclame Aqui tem um rêmio anual em que as melhores por segmento ganham destaque. E o peixe Urbano foi premiado como a melhor empresa do segmento de compras coletivas. Enfim, o que posso dizer é que a gente tem um movimento desde o começo de fazer uma seleção dos parceiros. Analisamos como é o atendimento dos parceiros. Quando tem um problema, entramos em contato com o estabelecimento, com o cliente, para saber o que está acontecendo. Se foi um garçom que naquele dia estava mau humorado ou se foi um problema mais complexo. E vários procedimentos podem ser tomados. Até a devolução geral do dinheiro, a todos os consumidores. E também tem a coisa da proporcionalidade. Se em um universo de muitos clientes você tiver 10 reclamações, é muito pouco. Nossa estratégia também é focar muito em serviços. Nossa base de ofertas não tem muitos eletrônicos, só 5% do nosso faturamento. Tem sites em que a base desses produtos é de 30%, 40% do faturamento. Assim são menos reclamações. O que significa que a chance de dar errado é menor. Tem muito site que fez negócio para vender produtos da China, por exemplo, que demoram mais de 60 dias para chegar ao consumidor. Aí, a chance de reclamação realmente aumenta muito.

Você já está rico? Onde você quer chegar?
Não estou não. Não estamos. Hoje temos investidores que apostaram no nosso negócio e que colocam dinheiro por um retorno a longo prazo. Em média de  7 a 10 anos. Estamos caminhando para tornar a empresa cada vez mais sólida. E nosso objetivo é ser o maior site de compras
coletivas do país de forma consolidada.

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24 jan 2012

O ano para deslanchar: com gestão profissional, Grupo Dadalto se prepara para crescer e ganhar novos mercados com Antônio Machado no comando

Publicado às 7:00 | Postado por Folha Vitória

O executivo Antônio Machado assumiu uma missão que pode representar a mudança de patamar de um grupo empresarial: a transição da administração familiar para a administração profissional do Grupo Dadalto, um dos mais tradicionais do Espírito Santo. E a missão foi muito bem cumprida até agora. O grupo abriu novas lojas, reformou outras e quer crescer além das divisas do Estado. Veja a entrevista do CEO do Grupo Dadalto.

Como o senhor avalia a gestão profissional da empresa hoje?

Muito bem. Nós estamos num patamar de governança corporativa bem avançada. A nossa estrutura e a atuação no dia a dia reflete com precisão o conceito aplicado pelas empresas no padrão do mercado. Temos um conselho de administração constituído há mais de dois anos com cinco membros com voto unitário e apenas dois membros da família, um time de executivos na gestão oriundos de grandes empresas de mercado e 100% de autonomia na execução do orçamento aprovado pelo Conselho.

O senhor chegou onde o senhor esperava? Qual era o objetivo? E  2011 para o Grupo Dadalto?

Superamos a nossa expectativa! O ano de 2011, como primeiro ano da minha gestão, tinha o objetivo de estruturação da empresa e seus processos, preparando o ambiente corporativo para o crescimento. Além disso, implementamos diversos projetos estruturantes, tais como o código de ética, o plano de cargos e salários, a implantação de estrutura normativa, o programa de remuneração variável e gestão de desempenho, o planejamento estratégico e etc. Também crescemos muito nas nossas vendas na Dadalto, D&D e Dacasa… Abrimos seis lojas da Dadalto e D&D e reformamos outras seis . Abrimos uma loja da Dacasa financeira e reformamos outras duas.

Como será 2012? Qual é a arquitetura para abrir 50 novas lojas?

Será um ano de forte expansão para Minas Gerais e Bahia e consolidação dos nossos negócios no Espírito Santo. Estruturamos a área de expansão com gestor independente,  alocamos recursos para prospeccão de pontos para instalar as nossas lojas e contratamos empresas de arquitetura especializada e de gerenciamento de obras para garantir a execução. Os planos estão bem suportados por processos sólidos e recursos externos especializados.

O governo reduziu impostos da linha branca. Isso provocou reflexo nas vendas em 2011? Há alguma estratégia para incrementar ainda mais as vendas no setor em 2012?

Sem dúvida! Estamos incrementando as vendas da linha branca nas nossas lojas através da inclusão da linha de geladeiras e fogões. A resposta do público está muito boa.

A Dadalto está preparada para ser uma loja de varejo nacional?

O nosso foco é Espírito Santo, Bahia e Minas Gerais.

O comércio eletrônico vai ganhar mais atenção do grupo a partir de agora?

Está nos nossos planos incrementar a nossa atuação na Internet.

O grupo não teme a concorrência de grandes redes nacionais?

Respeitamos os nossos concorrentes, porém confiamos na nossa capacidade de competir.

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6 dez 2011

Banestes: banco continua com caráter social, entra de sola no mercado imobiliário e quer expandir rede de agências para além das divisas capixabas

Publicado às 12:43 | Postado por Folha Vitória

Firmar o Banestes como banco social, entrar de sola no mercado imobiliário e retomar o crescimento. São os principais objetivos do diretor-presidente do Banco do Estado do Espírito Santo. O capixaba de São Mateus Bruno Negris assumiu o posto no início deste ano. Auditor fiscal da Receita Estadual concursado, foi  secretário estadual da Fazenda, é formado em Direito e fez vários cursos de pós-graduação. Foi professor universitário durante oito anos, e foi também membro efetivo do Grupo de Trabalho que estudou a Reforma Tributária no Congresso Nacional. Em meio a anúncios de um lucro abaixo da expectativa e de expansão, o presidente do Banestes conversou com a gente. Veja a entrevista.

O desempenho do Banestes está dentro do esperado?
Dentro das condições atuais, com a crise mundial e com o período difícil que os bancos passaram está dentro da expectativa, mas claro que não é satisfatório.  Mas não estamos diferentes de outros bancos.

Os bancos privados nunca cresceram tanto como agora. Por que isso não acontece com o Banestes?
Bancos privados e bancos públicos funcionam com uma lógica diferente. Em 2008, no auge da crise mundial, os bancos privados recuaram drasticamente na concessão de crédito. Os públicos trabalharam para proteger a economia e continuaram oferecendo linhas, inclusive para empresas, principalmente as menores. O Banestes fez isso.

Como o senhor encara a  pressão por resultados melhores do banco?
Como a direção do banco está aqui no Estado, é um banco regional, é natural que a gente tenha mais exposição e que as pessoas acompanhem nosso desepenho mais de perto. Por isso a gente encara esta pressão com naturalidade.

O Banestes se lançou com força no mercado imobiliário. Por que?
Somo muito captadores de poupança. É uma questão de confiança que nosso cliente tem com a gente. E além de termos interesse temos também obrigações. Parte desse dinheiro aplicado em poupança deve ser investido no mercado de imóveis. Nós não temos a expertise da Caixa, que atua no setor imobiliário há tantos anos e por isso tivemos uma certa dificuldade de entrar no mercado, afinal, ficamos 17 anos longe do segmento. Mas percebemos que o mercado é crescente e procuramos parcerias sólidas para entrar com segurança. Nossas equipes estão sempre prospectando bons negócios.

Há preocupação social na hora de conceder crédito imobiliário no Estado?
Existe uma lacuna  a ser preenchida no Espírito Santo. A Caixa não faz programas em municípios com menos de 20 mil habitantes e queremos oferecer linhas de crédito para moradores desses municípios. Ainda estamos  estudando as melhores formas, mas queremos oferecer linhas para a compra do lote, para a construção e para a casa pronta.

A parceria recente para o desenvolvimento de condomínios é um segmento preferencial de atuação? Há um foco determinado?
Na verdade encontramos mais um mercado e afirmo que  podemos atuar em qualquer segmento, desde que o imóvel tenha valor de até R$ 500 mil.

O Banestes é um dos únicos bancos estaduais ainda em atividade no país. Na opinião do senhor, deve continuar assim?
O Estado é que fala sobre esse assunto. Cabe a mim, como executivo do banco, fazer uma boa gestão, oferecendo melhores serviços e relacionamento com os nossos clientes. Estamos sempre buscando bons negócios e boas oportunidades de negócios.

E por falar em bons negócios, quais os planos atuais do banco?
Somos o primeiro dentro do Estado e pretendemos continuar assim. Além disso pensamos em ampliar nossos serviços em outras praças. Campos, Valadares, Manhuaçu, Eunápolis e Bom Jesus do Itabapoana. Estamos lançando uma agência exclusiva para pessoa jurídica em Cariacica. Vamos inaugurar em março do ano que vem uma agência conceito, com serviços personalizados. Nesta agência teremos, inclusive, um espaço voltado para aplicações em Bolsa de Valores.  Para as pessoas conhecerem e até aprenderem como investir.

Como presidente de uma instituição tão representativa para o Estado, como o senhor vê essa briga pelos Royalties?
Vejo com uma preocupação muito grande. Eu já estive na secretaria de Estado da Fazenda e ajudava a administrar o dinheiro dos royalties. Esses recursos ajudam e muito a infra-estrutura  e atende a este impacto criado pela indústria do petróleo. Ficar sem esses recursos é um desafio muito grande. Ficar  sem esse dinheiro é um grande baque para o Estado. É um erro achar que todo o país deve receber esse recurso. Por acaso todos recebem os royalties de Itaipu, do minério de ferro extraído em Minas?  Precisamos lutar pelos royalties, que fazem muita diferença para o Estado.

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29 nov 2011

Desejar muito: o primeiro passo para vencer e conquistar objetivos pessoais e profissionais

Publicado às 7:00 | Postado por Folha Vitória

Ele é atleta, sempre gostou de esportes radicais, já teve até um programa de TV sobre eles. Rodrigo Batalha já praticou mais de  40 esportes radicais e resolveu enveredar por outros campos. Foi para fora do país, estudou os mecanismos motivacionais do cérebro e virou coach, o profissional especializado em direcionar a vida das pessoas que buscam objetivos. Esse mergulho nas possibilidades que o cérebro pode gerar acabou virando livro,  “Medo, o controle em suas mãos”. E assim, Rodrigo Batalha quer transformar a busca pela felicidade e pelos objetivos em algo real e possível.

Vencer é genético?
Não. Jamais diria isto. É uma determinação pessoal por algum motivo. Passei muito tempo nos Estados Unidos estudando e sei o quanto a dor e o prazer estão em jogo em nossa tomada de decisões. Em situações extremas de dor, tomamos decisões para fugir dela.  Uma pessoa que chega a pesar mais de 200 quilos, por exemplo, e não quer ser mais assim. Não consegue mais ser assim. Isso é a turbina que garante a mudança.

Como assim?
As pessoas vivem muito em função da porção inconsciente que a gente tem, de ações automáticas. Grande parte das decisões que tomamos são autônomas. Não temos tendência a racionalizar todas as nossas atitudes; e isso precisa mudar. É preciso decidir. Se você não decide, não há resultado.

Como a gente sabe qual a decisão certa?
Nos Estados Unidos as grandes empresas procuram executivos que erraram muito. È muito claro na concepção americana de negócios. Quanto mais erros, melhor. Primeiro, buscam conhecimento, já que os erros que acontecem no dia-a-dia mostram qual caminho é o certo. Os erros deixam a gente mais próximo do acerto.

O que é coaching?
Significa treinamento. Existem muitos tipos, se subdivide em várias áreas. O coach é o treinador, que pode atuar na área corporativa, na área de saúde, de pessoal. O coach ajuda a fazer um mapa do que a pessoa vive. Ele elabora uma espécie de mapa cerebral dos objetivos que a pessoa quer alcançar e ajuda a mostrar como alcançar. 90% das pessoas não alcançam os objetivos porque não sabem usar o cérebro. As pessoas precisam aprender a enfrentar a vida e traçar metas de curto, médio e longo prazo. Primeiro, é preciso querer muito algo. Segundo, precisa de aplicação.

Quem precisa de coaching?
Qualquer um  que responda à pergunta:  Eu tenho sonhos e objetivos a alcançar? Tem pessoas que querem perder peso e não conseguem. Tem pessoas que querem dinheiro e não conseguem. Equilíbrio físico, na carreira, nas finanças. Tem gente que quer mais tempo. Tudo isso é possível alcançar com o coaching.

No atual momento econômico do Estado o coaching pode fazer a diferença?
Pode ser um complemento. E as pessoas podem se treinar para aproveitar melhor o potencial, não só econômico, mas corporativo também. Há um estudo que mostra que U$ 10 mil investidos em pessoal, R$ 3,5 mil são perdidos por desmotivação de funcionários.

Você é adepto de esportes radicais. Que ensinamentos estes esportes levam ao mundo corporativo?
Em um esporte radical você arrisca a vida. Um executivo conquista dinheiro, cargos, tudo isso a gente conquista. A vida não.  Por isso esse tipo de esporte ajuda a mostrar como planejar o risco, avaliar todos os pontos de vista todas as decisões. Eu precisei tomar cuidado e avaliar bem os riscos durante anos para não perder a vida. Imagina usar esse empenho todo nos negócios?

Onde as pessoas devem buscar ensinamento para se darem bem na vida profissional?
É muito simples. A pessoa precisa desejar muito. O cérebro precisa de certezas. Outro dia um amigo me disse que precisava de mais dinheiro. Coloquei a mão no bolso e dei uma moeda de 50 centavos para ele. Quando você define com números e datas, você consegue.  Outra coisa é se fazer perguntas. Quanto mais perguntas inteligentes você fizer, melhor. As pessoas se perguntam muito porque não conquistaram e deixam de perguntar como conquistar. As pessoas devem buscar conhecimentos positivos.

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22 nov 2011

Educação, Royalties e desenvolvimento: ou o Estado faz o dever de casa ou perde a oportunidade de melhorar a vida das futuras gerações

Publicado às 7:00 | Postado por Folha Vitória

Ele é homem da educação e acredita que o Estado tem uma grande batalha pela frente com a questão dos Royalties de petróleo. Alexandre Nunes Theodoro é Superintendente do Sistema FAESA de Educação e Presidente do Espírito Santo em Ação, entidade que reúne os principais executivos do Estado e que se propõe a encontrar soluções para o desenvolvimento do Estado. Alexandre é graduado em Administração de empresas com especializações em Gestão e Educação, com  a concentração de estudos nas áreas de Administração Educacional, Estratégia Empresarial, e Cenários Econômicos. É estudioso da legislação da Educação Superior Em 2006 foi eleito pelo Conselho Federal de Administração como “Administrador Notável”. Foi eleito também “Executivo de Finanças” e conquistou o prêmio “O Equilibrista”, pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF/ES). Em 2010 foi eleito pela 4ª vez “Líder Empresarial” na categoria Ensino Superior – pela Rede Vitória – ES. Nesta entrevista, Alexandre Teodoro fala sobre a disputa dos Royalties, sobre o que pensa sobre uma universidade estadual e também sobre as potencialidades do Estado.

Como o ES em Ação vê o risco de o Estado perder os royalties?
Estive em Brasília recentemente e afirmo que o entendimento tem que acontecer. É a saída. Temos que analisar o cenário provável e nos preparar para ele.

O senhor acha que o Estado tem um plano B, caso perca a receita dos Royalties?
É claro que temos possibilidades, com certeza. Mas a receita dos Royalties é importantíssima. Faz parte da atual visão do desenvolvimento.  Precisamos, num primeiro momento, manter os atuais contratos do petróleo e depois temos que fazer nosso dever de casa, pensar que tipo de alternativas o Estado tem. Vejo também o Fundap como outro problema que enfrentaremos logo e precisamos muito deste incentivo. Precisamos trazer mais empresas para o Estado, captar mais negócios.

O que o empresariado pode fazer para ajudar o Estado na questão dos Royalties?
O empresariado tem que primeiro se conscientizar, entender o que se passa. Depois, deve se concentrar em explicar. A população ainda não entendeu o que é isso. Temos que mostrar o que se perde com isso, a perda de oportunidades não para a gente, agora, mas a perda de um futuro melhor para os filhos, para os netos. Outra ação que podemos ter é a cobrança aos políticos. Mas não de exigir e ficar de fora do processo. Precisamos cobrar e mostrar que os deputados e senadores não estão sozinhos, isolados. Esta é uma luta de todos.

É um momento em que é preciso ter mais clareza.
É importante manter a situação como está, com as receitas como estão. Mas é importante também definir para onde vão os recursos dos Royalties. Para onde deve ir o dinheiro? Infra-estrutura, Segurança, Saúde e Educação nunca tiveram esses recursos antes. Por isso temos que saber e acompanhar a aplicação desses recursos.

O senhor atua na área de Educação. Há investimentos suficientes nesta área aqui no Estado?
Não há não. Temos dois grandes desafios pela frente. O primeiro é a qualificação profissional. Há necessidade  de mão de obra qualificada em todas as áreas. Precisamos de alinhamento entre necessidade e oferta. O governo precisa mapear. Não adianta oferecer vagas em cursos que não serão absorvidos pelo mercado. É preciso alinhar a educação básica, a educação infantil e fundamental, Temos que investir muito, deixar a escola mais moderna e manter os professores motivados. E isso passa por salários melhores e  mais preparação.

Como a iniciativa privada pode incrementar a área de Educação no Estado?
A iniciativa privada já tem feito isso.  Tem chamado para a qualificação, tem feito oficinas de trabalho. Temos que rever o sistema educacional aqui no Estado, independentemente se é federal, estadual ou municipal para preencher os espaços demandados pelo mercado.

O que o senhor acha da proposta de uma universidade estadual?
Um grande equívoco. Já temos uma Universidade Federal que atende muito bem. Além disso temos os Institutos Federais (Ifes), que precisam ser avaliados de acordo com a demanda. Em vez de gastar os R$ 150 milhões por ano com uma universidade estadual, é melhor investir no ensino fundamental e básico, tão carente hoje. Além disso, o Estado já atende 4 mil estudantes com o Nossa Bolsa. Acho que os Ifes podem atender muito bem a esta demanda de ensino superior, além das faculdades particulares.

O senhor considera o Espírito Santo atrativo para investimentos? Em quais setores?
Hoje é atrativo, mas há necessidade de investimento. Enquanto não resolvermos a chamada “pauta velha”, como a duplicação das BRs 101 e 262, a reforma do aeroporto, uma ligação mais confiável com Minas. Podemos atrair mais negócios, mas temos que melhorar nossa infra-estrutura. Mesmo com essa defasagem, temos grande potencial na área de serviços.

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8 nov 2011

Celso Duarte: expectativa de aquecimento na venda de veículos em dezembro no ES

Publicado às 7:00 | Postado por Folha Vitória

Ele lida diariamente com os sonhos de muita gente e não se abala com as dificuldades. O carioca de Itaperuna Celso Duarte da Silveira comanda a Vitoriawagen  por cerca de 4 anos e não se intimida com o vai e vem do mercado. O aumento do IPI sobre carros importados foi um problema que assustou no início. A concorrência não abala, nem com a chegada de chineses e coreanos. Este líder tem todas as ferramentas para crescer e aproveitar todas as oportunidades.

A mudança no IPI teve impacto no seu negócio? Pode ser uma oportunidade para ter vendas maiores? Por que?

R: Sim, não só no nosso negócio, no mercado como um todo. Notícia desta natureza abala de certa forma todo o segmento. O consumidor muitas vezes fica confuso e receoso dos reflexos da mudança, chegando até a pensar numa mudança generalizada. Isto confunde bastante e interfere nas decisões de compras. Num primeiro momento o mercado deu uma retraída, tanto nas vendas dos importados como dos nacionais. Depois, com maior discernimento de que os importados não teriam o repasse do IPI para o preço final do produto, as vendas aumentaram de forma muito significativa. Após o julgamento do STF de que a medida só teria validade em Dezembro, o mercado desacelerou novamente. Agora já sentimos o mercado entrando nos eixos e esperamos um aquecimento bastante importante, pelas antecipações de compras até 15/12, data prevista para a medida entrar em vigor.

Como o senhor pretende agir em relação à comercialização de carros importados como os da Audi?

R: Estamos conversando bastante com a fábrica no sentido de tornar a medida menos impactante possível aos consumidores. O que podemos afirmar neste momento é que a fábrica está bastante sensível a este assunto. O único ponto positivo é que a medida também atinge os nossos principais concorrentes. Todos sabem que qualquer medida desta natureza não é bom pra ninguém e principalmente para os consumidores. Antenados com este assunto faremos de todo o possível para não prejudicá-los.

Como é a concorrência do mercado automotivo do Estado? E como se sobressair neste mercado? Os chineses e coreanos assustam?

R: A concorrência aumentou muito nos últimos tempos. Estava observando recentemente quando voltava do trabalho parado em um sinal de trânsito: Hoje olhamos para os lados e nos deparamos com oito ou mais marcas diferentes de automóveis. Há muito pouco tempo atrás presenciávamos um fluxo maior das chamadas quatro maiores marcas (Volkswagen, Fiat, GM e Ford). O consumidor tem a sua disposição um enorme leque de opções com inúmeras marcas e modelos com preços equivalentes dentro de uma mesma classe. O mercado continua crescendo, porém dividido para mais e mais participantes deste mercado. Diante deste cenário, cada vez mais se torna necessário diferenciar “preço x valor”. Os consumidores devem levar em consideração outros fatores no momento da decisão de compra, tais como qualidade, conforto, segurança, design, espaço interno, economia, custo de manutenção, reposição de peças, etc… Outro fator importante é a questão do atendimento, destaque no rol de necessidades do consumidor. Quando aos chineses e coreanos, vejo de forma positiva, pois a concorrência tem seus benefícios. Acho que tem espaço para todos.

Qual o perfil do consumidor de veículos no Estado? Qual é a melhor estratégia para cativá-lo?

R: Temos todos os tipos de perfis no Estado. O Entusiasta (valoriza o status), o Sensível (procura conforto e praticidade), o Essencialista (que valoriza o custo x benefício), enfim, cada grupo de consumidores dentro de uma classe equivalente. Como atualmente temos um portfólio bastante extenso, fica difícil generalizá-los. A estratégia para cativá- los é como disse antes, demonstrar os atributos, custo x benefícios de cada modelo pretendido, sempre com um atendimento de qualidade.

O Grupo Lider tem concessionárias de marcas diferentes. Como o senhor lida com a concorrência?

R: De uma forma bastante natural. Apesar das empresas pertencerem ao mesmo Grupo Empresarial, elas são completamente independentes e, portanto em nada difere o conceito da concorrência. Nossa filosofia de trabalho inclui a lealdade como um dos grandes pilares, mesmo em se tratando de concorrência. Assim enxergamos de forma positiva a concorrência seja ela dentro ou fora do Grupo a que pertencemos.

O carro ainda é um sonho de consumo? Qual é a vedete da marca hoje? É o carro que mais vende ou o que tem mais valor agregado?

R: Sem dúvida alguma o carro ainda é um sonho de consumo e sinceramente, acho que isto não vai mudar nunca. Este desejo faz parte do DNA dos brasileiros que comprovadamente são apaixonados por carro. Quando falamos em vedete da marca, novamente voltamos a questão da classe dos carros, cada segmento possui o seu, mas não há como não citar o Gol, que além de ser o carro mais vendido no Brasil por 24 anos consecutivos, possui um custo x benefício bastante interessante. O Fox é outro que vem crescendo muito, principalmente no público feminino pelas características próprias. Podemos citar entre outras, a visibilidade, dirigibilidade, espaço interno, são as mais percebidas. Se avançarmos um pouco mais nas classes, vemos o Novo Jetta como uma sensação do momento pelo seu design moderno, conforto, potência da nova motorização com 200 cv TSI. A nova Tiguan também é uma sensação atual, principalmente pela alta tecnologia embarcada. Dentro as novidades, destaque deve ser dado para o Sensor de fadiga, que consiste em alertas contínuos de sonolência do condutor. Além disto, temos também o Park Assist II que possibilita o estacionamento sem a interferência do condutor em vagas com 90º. No segmento de comerciais, a Amarok e assim por diante.

Como é o mercado no Estado? Tem espaço para crescimento?

R: O mercado é promissor, com perspectivas de crescimento além de bastante competitivo. Como disse antes, o mercado evolui de forma constante. Partindo deste cenário, há sim espaço para crescimento, bastando ter produtos e atendimento de qualidade, preço justo e acima de tudo respeito e transparência junto aos consumidores.

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1 nov 2011

Presidente da Findes, Marcos Guerra, analisa os perigos da desindustrialização no ES

Publicado às 10:54 | Postado por Folha Vitória

Um colatinense de negócios. O presidente da Findes, Marcos Guerra, é dono do grupo Guermar, instalado em uma área de mais de 25 mil metros quadrados em Colatina. O grupo é dono das marcas Presidium, AZ Jeans e Genius Jeans e faz parte de um segmento que parece ser o mais ameaçado hoje no Estado. Nesta entrevista, Marcos Guerra fala sobre o perigo da desindustrialização e fala também da indústria capixaba.

Como o senhor vê a indústria capixaba hoje?
Vejo com muito otimismo. Alguns setores precisam dar uma equilibrada, principalmente os da indústria de transformação, que vêm perdendo competitividade. Mas estamos no caminho para isso.

O processo de desindustrialização parece mais próximo do que nunca em alguns setores, principalmente o da transformação, como o senhor vê essa ameaça no setor. É possível reverter?
Precisamos tornar mais acessível o investimento em inovação, principalmente para micro e pequenas empresas. Também precisamos de energia a preços mais competitivos.  A energia elétrica no Noroeste, por exemplo, é a mais cara do Estado. Vivemos hoje uma concorrência desleal com produtos asiáticos. O caminho passa por redução de impostos e custos da mão de obra.

É possível concorrer com a China?
Precisamos de uma ação efetiva do Governo Federal para dar mais competitividade ao setor. O governo precisa fiscalizar mais a entrada de produtos no mercado. O produto brasileiro paga tributos, o trabalhador tem um custo alto, há o custo de investimentos sociais que pagamos e o produto que vem de fora não paga nada disso.  O Brasil é um país imenso e a desindustrialização só acontece se o Governo Federal não fizer nada. A gente sabe de casos assim em países menores, com 10 milhões de habitantes. Nosso país tem 200 milhões e a economia está aquecida no setor de comércio. Se está aquecida e se tem demanda, não pode haver desindustrialização. O Governo tem que agir.

O gás do Norte pode ser uma solução no problema energético?
Pode ajudar sim, principalmente no combustível que as empresas usam, mas não é a solução. Digo para você que o Brasil tem a energia mais cara do mundo, o Espírito Santo tem a energia mais cara do Brasil e Colatina tem a energia mais cara do Espírito Santo.

O senhor acha que essa disputa pelos Royalties do petróleo podem ter impacto sobre a indústria local?
Com certeza. Se houver qualquer problema com o repasse de royaties, qualquer redução, vai haver impacto. Hoje os 78 municípios recebem esse dinheiro. O petróleo puxa, e muito, o crescimento da indústria no Estado. A partir do momento que o dinheiro diminui, o investimento também cai e a indústria fica prejudicada.

A interiorização da indústria fica mais forte nos próximos anos?
A Findes trabalha nisso. A gente sabe que o Espírito Santo cresce da BR 101 para o mar e a gente precisa mudar esse eixo. As Regiões Sul e Noroeste são as que mais precisam ser trabalhadas e por isso aconselhamos e direcionamos os investimentos para estas regiões. E a grande vantagem é que nesses locais não falta mão de obra. Então pretendemos concentrar a capacitação e formação do trabalhador dessas regiões, com atuação das nossas regionais.

Como o senhor avalia a representação política capixaba no desenvolvimento da indústria?
Melhorou muito. A gente percebe uma clara evolução desde as últimas legislaturas. Nossa bancada federal  é muito comprometida. Já procurei parlamentares e fui muito bem recebido. A Assembléia também melhorou muito. Hoje a representação é mais pulverizada. Há representantes de todas as partes do Estado e isso é ótimo para o desenvolvimento.

Como fica a indústria capixaba nos próximos anos?
Acredito que até o final deste ano cresce mais do que a indústria brasileira, puxada principalmente pelo petróleo, gás e celulose. Esperamos também uma queda da ordem de 7% na indústria de transformação. Ano que vem continuaremos crescendo, pás precisamos rever seriamente o conceito da indústria de transformação, que emprega a maior parte dos trabalhadores da indústria e, se não avançarmos agora, teremos problemas no futuro.

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25 out 2011

Quer entrar no mundo dos investimentos? Luiz Abdal ensina como

Publicado às 7:00 | Postado por Folha Vitória

Investir na Bolsa ou em fundos de renda fixa? A caderneta de Poupança ainda é uma opção? É possível ganhar dinheiro com investimentos, de uma hora para outra? São todas perguntas que cada vez mais gente tem feito.  É gente que procura formas diferentes para investir o dinheiro, que hoje não fica só debaixo do colchão. E para orientar o novo investidor acontece a partir desta quarta em Vitória o Expo Money, um evento nacional sobre planejamento familiar e investimentos. No comando, está o administrador Luiz Abdal. Ele trabalhou na Bolsa de Valores de São Paulo durante 15 anos e depois de dois anos como consultor de mercado, o executivo passou a integrar a equipe da GEO Eventos, que faz a Expo Money, maior evento de educação financeira e de investimentos da América Latina. Veja as dicas que Abdal tem para quem quer entrar no mundo dos investimentos.

Por que as pessoas têm tanta dificuldade em lidar com o dinheiro?
É uma pergunta complexa. O Brasil conviveu muito tempo com a inflação e na época as mudanças eram comuns e era muito difícil lidar com o dinheiro. Agora as gerações vivem uma realidade diferente e sabem lidar melhor com o dinheiro.

Qual é o melhor investimento?
O melhor investimento é aquele adequado ao perfil e à finalidade do investidor. Tudo depende de quando ele vai precisar do dinheiro. Uma pessoa conservadora não adianta colocar o dinheiro na Bolsa, pode exemplo. Essa pessoa vai ter problema com o sobe e desce das ações. O ideal mesmo é diversificar para em casos de necessidade haja liquidez rápido. Para investir em ações, é preciso pensar em médio e longo prazo. Se vai precisar do dinheiro daqui a 5, 6, 10 anos vale a pena pensar na Bolsa.

A classe “C” está preparada para investir na Bolsa?
Existem produtos destinados à classe “C”. São os fundos de ações, os clubes de investimentos. Investir direto é mais difícil. É preciso entender o mercado de renda variável. E além disso tem as taxas das corretoras. Por exemplo, se a pessoa investir R$ 100 e as taxas são de R$ 10, o investimento tem que render muito bem para dar lucro.

As ações podem ser um investimento de curto prazo?
Pode acontecer, mas  é muito arriscado, é preciso estudar muito bem o que fazer. Mas digo que o investimento  em ações deve ser mês a mês, cada hora um pouco. Para o investidor eu digo, invista todo mês e escolha empresas sérias que pagam bons dividendos.

Como deve ser o início do investimento na Bolsa?
Primeiro abra uma conta em uma corretora. Assim o investidor conta com a ajuda dos profissionais que são preparados para ajudar, dar dicas. Também existem fundos de investimentos, com carteiras prontas, que são ótimas opções para quem está começando.

Qual a melhor forma de se preparar para investir na Bolsa?
Procure saber sobre as empresas com ações disponíveis. Saiba todas as informações sobre as empresas. O próprio site da Bovespa tem informações assim. O ideal é acompanhar os balanços, saber informações de quem administra a empresa. Mas principalmente é ideal usar ao máximo a assessoria que as corretoras oferecem.

Existe fórmula para ganhar dinheiro na Bolsa?
Existem três pontos básicos que definem isso. Primeiro, precisamos avaliar o perfil do investidor. Segundo, o valor disponível para investimento e terceiro onde o investidor quer chegar, os horizontes. Há ainda duas formas de acompanhar o movimento do mercado. Com uma análise técnica, com gráficos sobre o comportamento do mercado e com dados que mostram os movimentos. Há ainda a análise fundamentalista, em que o profissional se dedica a estudar três ou quatro empresas a fundo, em detalhes, durante um período. Mas para qualquer caso, não existe manual nem regra para ganhar. O mercado depende de muita coisa. Vive de notícias, expectativas. Acho que o melhor é fazer o que já disse. Investir um pouco todo mês e sempre.

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