Mar 2024
31
Stefany Sampaio
AGRO BUSINESS

porStefany Sampaio

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No ES, plano estratégico incentiva 50 mil propriedades com currículo de sustentabilidade até 2032

Esse crescimento não apenas reflete a demanda crescente por cafés especiais, mas abre um leque de oportunidades para os produtores. Eles têm a chance de elevar suas rendas, explorar novos sabores e, consequentemente, alcançar resultados satisfatórios com cafés de alta qualidade, cada vez mais valorizados pelos consumidores.

Além disso, a pesquisa aponta que o mercado norte-americano de cafés especiais, por exemplo, deve crescer em 20% ano a ano até 2030. Isso o tornaria o mercado que mais cresce no mundo.

Nos últimos anos, o setor de cafés especiais passou por significativas mudanças, acompanhadas por uma evolução no comportamento do consumidor. Hoje em dia, os compradores valorizam cada vez mais a saúde, a sustentabilidade e a qualidade dos produtos que consomem, demonstrando interesse crescente na origem do café e na diversidade de sabores e aromas disponíveis.

No Brasil, o Espírito Santo é referência na produção de café, sendo o segundo maior produtor do país, atrás apenas de Minas Gerais. Esse setor é responsável pela geração de aproximadamente 400 mil empregos diretos e indiretos no estado. Entre os cafés especiais que têm chamado a atenção está o famoso café do pássaro jacu, produzido na Fazenda Camocim, chegando a alcançar o valor de mil reais o quilo.

No Espírito Santo, foi criada a quarta versão do plano estratégico de desenvolvimento da agricultura capixaba, o Pedeag, com vigência até 2032. A iniciativa é fruto de uma parceria entre setor produtivo e governo para promover o desenvolvimento sustentável da agricultura.

Uma das metas desse plano é alcançar 50 mil propriedades rurais com certificação de sustentabilidade até 2032, em comparação com as atuais menos de cinco mil. Para isso, os produtores serão incentivados a adotar práticas sustentáveis em suas operações, abrangendo aspectos econômicos, ambientais e sociais, como eficiência na produtividade, gestão de custos, rastreabilidade da produção, práticas ambientais responsáveis e políticas sociais voltadas para a melhoria das condições de trabalho e acesso à educação e saúde.

“Estabelecemos a ousada meta de contar, até 2032, com 50 mil propriedades rurais no Espírito Santo adotando um currículo mínimo de sustentabilidade. Não é suficiente apenas produzir com qualidade; os novos padrões de consumo exigem aspectos sustentáveis nos processos de produção, com respeito ao homem, ao meio ambiente e às obrigações sociais e trabalhistas”, explicou o secretário de Agricultura do Espírito Santo, Enio Bergoli, na época do lançamento do programa.

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