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Finanças de A a Z

por Ana Porto

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À vista ou parcelado? Eis a questão!

Se há uma dúvida que já passou pela mente de qualquer consumidor é o dilema entre comprar à vista ou parcelado. Contudo, em momentos de crise como o atual, em que o planejamento das contas pessoais ganha ainda mais importância, esses questionamentos se tornam ainda mais relevantes. Por isso, a Finanças de A a Z te auxilia na solução desse impasse!

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Qual a melhor opção?

Em primeiro lugar, quando falamos na modalidade à prazo, deve ficar claro que nem sempre essa é a melhor opção, dados os perigos apresentados. Nesse sentido, além de evitar a confusão do consumidor com as parcelas no cartão de crédito, a compra à vista, geralmente, pode ser efetuada com descontos, deixando o cenário mais favorável. Muitas vezes, o abatimento no valor pode variar entre 5% e 15%, fazendo com que essa compra se encaixe melhor em seu bolso. Assim, quando for às compras, lembre-se de negociar para obter essa redução nos preços.

Por outro lado, vale destacar que parcelar pode ser uma opção viável, caso suas finanças pessoais estejam organizadas, quando não há nenhum desconto á vista e desde que não haja nenhuma cobrança de juros embutida nesta negociação. Seguindo essa lógica, parcelar as compras e aplicar o dinheiro que seria desembolsado à vista pode ser uma boa opção.

Colocando as contas no papel

Para facilitar a sua decisão, vamos aos exemplos.

Caso precise comprar algo no valor de R$ 10 mil e tenha 7 % de desconto, irá pagar o valor de R$ 9.300,00.

Se parcelar esse mesmo bem, em 12 meses e aplicar essa valor em um CDB à uma taxa de 6,40% ao ano, terá ao final de 12 meses o valor aproximado de R$ 10.509,60, um ganho de R$ 509,60. Neste caso, compre à vista.

Supondo que não tenha desconto à vista e possa parcelar até 24 meses, faça isso. Vou mostrar em números o motivo.

Se aplicar o mesmo valor pelo mesmo prazo, em um CDB com uma taxa de 8,90% ao ano, terá ao final de 2 anos o valor líquido de R$ 11.580,32, um ganho financeiro de R$ 1.580,33. Mas é importante alinhar essas parcelas com seu orçamento mensal.

Isso porque, o juros compostos favorecem prazos maiores e a taxa de remuneração dos investimentos são melhores, quanto maior for o prazo. Vale lembrar que as taxas aplicadas podem ser alteradas diariamente e estão sujeitas à lastro.

No fim das contas, cabe ao consumidor definir as suas prioridades de consumo com o objetivo de esclarecer suas necessidades e alternativas em que os recursos, que iriam ser gastos, podem ser aplicados, gerando mais renda para o investidor que posteriormente pode ser reaplicada ou utilizada em alguma compra que de fato seja necessária.