Privatizações podem levantar R$ 112 bi; Petrobrás sai da lista
Segundo o economista-chefe da Apex Partners e pesquisador convidado do Banco Central dos EUA, Arilton Teixeira, os altos salários do funcionalismo público brasileiro é um dos principais fatores para nossa alta desigualdade social. “Taxamos os pobres para pagar os altos salários dos servidores”, defende. Entenda mais a seguir.
Para o economista Arilton Teixeira, quando se trata do Estado brasileiro, a questão não é apenas ineficiência, como também injustiça– o governo é um grande criador de desigualdades. “No modelo tributário que vigora no Brasil, taxam pessoas de baixa renda para pagar os altos salários de funcionários públicos”, defende.
Segundo o economista, se considerarmos a desigualdade no Brasil sem levar em consideração servidores públicos, somos menos desiguais que os Estados Unidos, ao passo que se contabilizarmos essa categoria, nos tornamos “campeões de desigualdade”.
Arilton faz referência ao estudo do economista Ricardo Paes de Barros. Segundo Barros, “o Brasil conseguiu reduzir expressivamente a desigualdade salarial entre ricos e pobres ao longo das duas últimas décadas– mas apenas no setor privado. No setor público, de onde deveria vir o exemplo, a concentração permaneceu intacta desde 2001”.
Segundo cálculos do economista, o Índice de Gini, que mede a desigualdade, caiu de 0,440 para 0,370 no setor privado, enquanto no setor público foi de 0,480 para 0,460.
Tendo em vista as distorções econômicas provocadas pelo governo inchado, Arilton Teixeira defende que não conseguiremos superar essa nova recessão com aumento de impostos e gastos públicos.
“No processo de retomada, devemos aprovas as PECs como a 186, 187 e 188, que permitem reduzir número de funcionários públicos, reduzir salários, reduzir o número de municípios. Além disso, precisamos de uma reforma tributária que efetivamente reduza a carga tributária– algo que não é visto em tramitação até o momento”, encerra o economista.
Aprovado nesta semana pelo Senado, o Marco Regulatório do Saneamento segue para sanção presidencial. A proposta é um grande passo para a universalização do Saneamento Básico no país até 2033.
Empresas privadas já se movimentam para apresentação de propostas de investimentos que beiram a casa dos R$700 bilhões a longo do período, realidade bem diferente dos investimentos na casa de R$10 bilhões anuais que atualmente são feitos pelo Poder Público, abrangendo menos de 50% da população.
Outro grande benefício é a Segurança Jurídica. As empresas privadas passarão a contar com previsibilidade na administração das empresas públicas que forem adquiridas pela iniciativa privada, com pleno respeito aos contratos vigentes, o que não ocorria até então. Trata-se de um importante passo para a geração de empregos no setor, melhoria dos serviços para a população e atração de capital e investimento interno e externo para o setor.
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