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Witzel quer que governo federal adiante recursos do leilão da companhia de água do Rio

Economia

Witzel quer que governo federal adiante recursos do leilão da companhia de água do Rio

A proposta foi feita durante a videoconferência com o presidente da República, Jair Bolsonaro

Estadão Conteúdo

Redação Folha Vitória
Foto: FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), propôs nesta quarta-feira, 5, que o governo federal adiante os recursos financeiros obtidos após o leilão de concessão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio da Janeiro (Cedae) para minimizar os efeitos da crise econômica causados pela queda do preço do barril do petróleo e da pandemia do novo coronavírus.

A proposta foi feita durante a videoconferência com o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e os demais governadores do Sudeste (João Doria, de São Paulo, Romeu Zema, de Minas Gerais, e Renato Casagrande, do Espírito Santo).

Em entrevista coletiva à imprensa logo após a reunião, o governador afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, sinalizou que esta deverá ser a prática adotada para ajudar os Estados: "Saí otimista da reunião. Sempre defendi o diálogo e a união de esforços para o bem do Brasil e do povo fluminense. A operação do leilão da Cedae, que está sendo conduzido também pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), está prevista para acontecer em outubro. Este primeiro leilão será a concessão das linhas de distribuição de água de 44 municípios e da capital fluminense, dividido em quatro blocos. Está prevista uma outorga de R$ 11 bilhões. Mesmo com a crise global, ainda há muito interesse nesta operação. O que o ministro Guedes sinalizou, e eu coloquei em pauta, foi a possibilidade de antecipar dois terços da outorga. O contrato do leilão só será assinado no mês de fevereiro do ano que vem e, por isso, teríamos a necessidade da antecipação desse recurso", disse o governador.

Durante a conferência, Witzel apresentou o cenário atual da economia fluminense: "Na parte econômica, duas crises atingem o Rio de Janeiro: a crise do petróleo e a crise econômica decorrente das medidas restritivas de circulação por conta da pandemia. O Rio de Janeiro já apresentava um déficit de R$ 10 bilhões. Somando as duas crises são R$ 20 bilhões. Além da antecipação dos recursos do leilão da Cedae, o ministro Guedes também sinalizou positivamente para o avanço do plano Mansueto", afirmou o governador, referindo-se à proposta que tramita no Congresso Nacional para alocar mais recursos para Estados e municípios.