O futebol brasileiro está de luto. Faleceu neste domingo, aos 82 anos, um dos últimos titulares da seleção campeã mundial de 1958: José Ely de Miranda, o Zito, um dos maiores volantes da história da seleção brasileira e do Santos. A causa provável foi em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), sofrido no ano passado. Desde então, Zito necessitava de cuidados em tempo integral. Com o falecimento do ex-jogador, apenas Pelé e Zagallo permanecem vivos daquela seleção de 58.
Carreira
Começou no Esporte Clube Taubaté, onde ganhou destaque chamando a atenção do Santos. Jogou ao lado de Pelé, Coutinho e Pepe e conquistou muitos títulos. Levantou a taça de bicampeão mundial pelo clube em 1962 e 63. Jogou 727 partidas e marcou 57 gols pelo Santos.
Zito fazia o dito “trabalho sujo” no Santos para Pelé, Pepe e Coutinho, poderem brilhar. Destruía as jogadas dos adversários e ajudava na saída de jogo, aparecendo na área para concluir, sendo um dos maiores volantes com essa habilidade na época. Tinha o espírito de um bravo guerreiro e por isso era conhecido como “General” e assim, com suas características marcantes, ajudou o clube santista a conquistar muitos títulos.
Pela seleção brasileira, foi bicampeão mundial em 1958 e 62 e depois de sua aposentadoria passou a atuar nas categorias de base do Santos e foi ele quem revelou os craques Neymar das quadras de futsal da Baixada Santista e Robinho, mostrando um olhar especial para descobrir talentos.
O General Zito será eternamente lembrado pelos santistas e também por sua atuação em uma das épocas douradas (e saudosistas) do futebol brasileiro.
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