Sem saber se estão infectados pelo coronavírus, capixabas reclamam da demora para receber o resultado dos exames. É o caso do pai da auxiliar de saúde bucal Gilmara Machado. Ele fez o teste no dia 24 de maio, na segunda-feira da semana passada, mas até agora não sabe o resultado do exame.
“Ele fez o exame, estava no hospital e o resultado ainda não saiu. O nosso medo é, se ele está positivo e o teste não saiu, ele vai colocar a família em risco. A gente precisa de uma posição…”, disse Gilmara.
O Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen) não estava dando conta de analisar todos os testes em razão da falta de reagentes químicos. Por conta disso, a Secretaria de Saúde do Estado enviou mais de 3 mil amostras para serem analisadas em um laboratório no Paraná, mas os testes ainda não tiveram os resultados divulgados.
Sobre o assunto, o subsecretário de vigilância em saúde, Luiz Carlos Reblin, disse que até a próxima semana os exame enviados ao Sul do Brasil deverão ser entregues no Espírito Santo. “Os resultados do Paraná nós teremos na semana que vem, em função de logística, pois são materiais que são transportados por avião. Esses materiais chegaram no Paraná, no final da semana passada e nesta semana o laboratório está realizando os exames, que deverão ser incorporados nos nossos resultados até a semana que vem”, disse.
Reblin garante que não há mais fila de espera no Lacen. “Nós hoje recebemos de 600 a 700 exames por dia. O material que chega hoje, o Lacen consegue fornecer o resultado entre 24 e 36 horas. Com a ajuda do laboratório do Paraná, nós não temos retenção de exames no Lacen”, completou o subsecretário.
Por nota, enviada no início da tarde desta terça-feira (02), a coordenação do Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES) informou que o resultado do exame do pai da Gilmara, que conversou com a reportagem, já está liberado e foi inserido no Gerenciador do Ambiente Laboratorial (GAL). Mas a família alegou que, até o momento, ainda não foi informada sobre o resultado do exame.
A coordenação disse ainda que devido a alta demanda mundial pela compra de kits de reagentes específicos para extração do RNA viral da amostra, o Estado enfrentou dificuldade na compra, e por isso, a média de tempo resposta, que era de 24 a 36 horas, passou para cinco dias.
* Com informações do repórter Matheus Brum, da TV Vitória / Record TV