Veja o que é a embolia pulmonar, doença que agravou o estado de saúde do ator Paulo Gustavo

Saúde

Veja o que é a embolia pulmonar, doença que agravou o estado de saúde do ator Paulo Gustavo

Em comunicado da assessoria de imprensa, foi informado que o ator teve uma embolia devido à uma fístula bronquíolo-venosa - abertura entre os pulmões e as veias

Foto: Reprodução / Instagram

A embolia pulmonar, também conhecida como infarto pulmonar, obstrui uma artéria do pulmão (artéria pulmonar) pelo acúmulo de material sólido trazido através da corrente sanguínea, geralmente um coágulo de sangue (trombo) ou, raramente, outro material.

O agravamento do estado de saúde do Paulo Gustavo se deu por um embolismo gasoso arterial que é um evento potencialmente catastrófico e ocorre quando bolhas de gás entram ou se formam nos vasos arteriais e travam o fluxo sanguíneo.

De acordo com o neurocirugião José Augusto Lemos, a embolia gasosa que o ator sofreu, é como se fossem pequenas bolhas de ar que viajam pela circulação sanguínea. No caso do ator, o órgão alvo foi o cérebro, pois atingiram a circulação que envia sangue para a nutrição do tecido.

“É como se fosse um AVC com um entupimento funcional de vários pequenos vasos. A diferença na gravidade é que quando se tem um AVC, normalmente, tem um coágulo ou alguns pequenos coágulos. Nesse caso a gente está tratando de gás que é muito difusível e se divide para mais lugares. O prognóstico normalmente é pior. Isso quer dizer que existe chance de recuperação, porém, o quadro é grave e com possibilidades de intensas sequelas neurológicas”. Afirma o dr. José Augusto.

Embolia pulmonar pode deixar sequelas?

Segundo o especialistas, é imprevisível dizer quais sequelas podem haver. Mas as lesões cerebrais causadas pela embolia podem gerar sequelas motoras, de fala, sensitivas, de equilíbrio ou mesmo de nível de consciência. 

Alguns pacientes com quadros assim permanecem em coma durante um tempo muito prolongado ou até mesmo indefinido.

A doença que afeta Paulo Gustavo engloba fatores de risco como: imobilidade prolongada, cirurgias extensas, câncer, traumas, anticoncepcionais com estrógeno, reposição hormonal, gravidez e pós-parto, varizes, obesidade, tabagismo, insuficiência cardíaca e sedentarismo. Mas também pode ocorrer por complicações de outras doenças e distúrbios de coagulação sanguínea.

Ainda de acordo com o Dr. José Lemos, esses casos são raros: “Nós não temos predisposição a embolia gasosa, e quanto mais jovem um paciente que sofre embolia pulmonar, melhor o prognóstico de recuperação, principalmente quando criança, pelo fato de terem mais neuroplasticidade. No caso do ator, ele estava usando uma aparelhagem para ajudar a mantê-lo, o que acabou levando a mudanças graves no seu estado de saúde”.