Parkinson: além dos tremores, entenda os sintomas e causas da doença de Renata Capucci

Saúde

Parkinson: além dos tremores, entenda os sintomas e causas da doença de Renata Capucci

Jornalista revelou que foi diagnosticada com a doença há 4anos, quando tinha 45 anos de idade


Foto: Reprodução/Instagram @renatacapucciofficial
Renata Capucci, jornalista, diagnosticada aos 45 anos com Parkinson

A jornalista Renata Capucci revelou nos últimos dias que foi diagnosticada com Parkinson há 4 anos, em outubro de 2018. Na época, Renata tinha 45 anos de idade. Em uma publicação na rede social, falou sobre o momento em que descobriu a doença.

"Pensei muito sobre este momento. Sabia que ele iria chegar e que vinha na hora certa, quando eu me sentisse exatamente como eu me sinto hoje: forte, confiante e feliz. Não é fácil. Mas não é o fim", escreveu. Ainda nos relatos, a jornalista mencionou os primeiros sinais de que algo não estava bem com a saúde. Disse que,  época, começou a mancar e logo em seguida percebeu um movimento involuntário do braço. Após passar por exames, veio a confirmação.

Desde então, Renata revelou que tem feito tudo o que pode para se manter bem e feliz. Toma remédios e se exercita constantemente.

Então, o que é o Parkinson? Quais as causas, sintomas e tratamentos? Qualquer pessoas, em qualquer idade pode desenvolver o problema? Segundo o médico neurologista, Bruno Borlotte, a doença é provocada pela degeneração de uma determinada área do cérebro. 

"O mal de Parkinson ocorre devido a uma degeneração de um local do nosso cérebro chamado substância nigra. Nesse local existem alguns neurônios que são responsáveis por produzir uma substância chamada dopamina e essa dopamina atua de forma crucial nos movimentos do nosso organismo", explicou. É exatamente ao ocorrer a morte desses neurônios, por uma degeneração deles, o paciente acaba desenvolvendo os sintomas motores.

Sintomas

Ainda de acordo com o especialista, a grande maioria das pessoas diagnosticadas com Parkinson desenvolvem tremores em repouso, que acontecem predominantemente de um lado do corpo. Também é comum perceber dificuldade de realizar atividades comuns, como se locomover, por exemplo. Desequilíbrio e lentidão para andar fazem parte desse quadro. Um outro sintoma importante é a rigidez.

Parkinson acomete mais pessoas a partir dos 50 anos de idade

Na maioria dos casos, a doença surge após os 50 anos de idade e sua incidência aumenta quanto maior for a idade do paciente. Porém, existem alguns casos em que pessoa pode desenvolver o problema a partir dos 35 anos quando é chamado de Parkinson Juvenil.

"A causa da doença de Parkinson nós chamamos de idiopática, é multifatorial, não tem uma causa muito bem determinada, mas obviamente tem uma pequena parcela dos pacientes que tem uma alteração gênica e isso acaba desencadeando a doença mais cedo", destacou o neurologista.

Depressão e negação da doença

O especialista alerta para a importância de uma assistência psicológica diante do diagnóstico já que é bastante comum quadros de depressão e negação. Ser atendido por uma equipe multidisciplinar com fisioterapeuta e fonoaudiólogo também é fundamental para a qualidade de vida do paciente.

A doença não tem cura. Por isso, muitas vezes a pessoa fica assustada com a perspectiva para o futuro.

"Contudo, hoje nós temos um arsenal terapêutico muito grande. São muitas medicações. A gente consegue controlar bem os sintomas da doença e devolver a qualidade de vida ao paciente, afirmou.

Foto: Divulgação

Medidas simples podem ajudar a evitar a doença

- Procure dormir bem;

- Busque uma alimentação saudável;

- Pratique atividades físicas constantemente;

- Estimule o cérebro: ler frequentemente e estudar uma outra língua, são boas opções. 

 *Com informações do Fala ES, TV Vitória/Record TV

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