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Pandemia faz venda de vermífugos e antiparasitários crescer em farmácias brasileiras

Saúde

Pandemia faz venda de vermífugos e antiparasitários crescer em farmácias brasileiras

Levantamento realizado pela Linx em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, coleta dados das vendas de medicamentos durante 3 anos

Larissa Agnez

Redação Folha Vitória
Foto: Reprodução

O período de isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus provocou um crescimento nas vendas de determinados medicamentos. Em junho, os fármacos da classe terapêutica dos anti-helmínticos, utilizados no tratamento de diferentes parasitoses, saltaram para 14%, ante 2% no mesmo mês dos dois anos anteriores. 

O levantamento foi realizado pela Linx em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE), a partir da coleta de dados das vendas de medicamentos em farmácias de junho dos últimos três anos (2020, 2019 e 2018).

Líder em vendas 

O aumento pode ter sido consequência da busca pela Ivermectina, apesar da falta de comprovação científica para o uso. No geral, esta classe terapêutica cresceu mais de 10% em representatividade em comparação com os anos de 2018 e 2019.

A segunda classe mais vendida no período, com 12% de representatividade, foi a de anti-reumáticos, como a Hidroxicloroquina, e anti-inflamatórios não esteroidais, como o Ibuprofeno. Empatados em segunda posição, também com 12%, estão os analgésicos e antipiréticos, como Dipirona sódica e Paracetamol, medicamentos antitérmicos que são utilizados no tratamento dos sintomas do covid-19.

De acordo com o médico e vice-presidente da Funcional Health Tech, Ricardo Ramos, "as oscilações nas vendas de medicamentos mostram a preocupação da população com esta pandemia. Neste momento, é extremamente importante seguir as orientações das organizações oficiais de saúde e de um médico especialista". 

Pandemia influencia comportamento regional

Os paulistas foram os que tiveram o maior gasto em farmácias, com 32,2% de importância relativa em faturamento nacional, seguido pelo Rio de Janeiro, com 10,2%; Minas Gerais, com 8,8%; e Rio Grande do Sul e Paraná, ambos com 6,4%. Os medicamentos do tipo genérico foram os mais vendidos, com pouco mais de 38% do total, uma alta de 8% em relação a junho de 2019.

Os dados foram obtidos a partir da análise de mais de 164 milhões de produtos farmacêuticos, sendo mais de 85 milhões de notas de compra, comparando os meses de junho nos últimos três anos.

Atenção aos riscos 

A infectologista da Unimed Vitória Rubia Miossi destaca que a automedicação é sempre muito perigosa, especialmente quando se trata de uma doença que ainda está em estudo. "Ninguém deve sair tomando remédios de forma aleatória e sem prescrição. Não é necessário nem indicada essa corrida às farmácias. Nem faz sentido se encher de vermífugos, antigripais ou vitaminas sem orientação", alerta.