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Espírito Santo já vacinou 78 mil crianças contra poliomielite

Saúde

Espírito Santo já vacinou 78 mil crianças contra poliomielite

Campanha Nacional vai até 30 de outubro e tem como população-alvo cerca de 11,2 milhões de crianças

Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Até o momento, em todo o Espírito Santo, cerca de 78 mil crianças foram vacinadas contra a poliomielite. O quantitativo corresponde a 38,2% do público-alvo da campanha, que é 204,2 mil crianças de 1 a menores de 5 anos de idade em todo o estado. Da população-alvo, estimado a em 11 milhões, apenas 4 milhões foram vacinadas contra a polio.

A ação, que teve início no dia 5 de outubro e será encerrada no final do mês,  acontece em paralelo à campanha de multivacinação que busca atualizar o cartão de vacina de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Nesta campanha, todas as imunizações presentes no calendário nacional de vacinação são ofertadas. Para os estados que não atingirem a meta de vacinação, a indicação é de que continuem com o processo durante todo o ano nos postos de saúde.

“O Brasil reafirma o compromisso internacional assumido de manter o país livre da poliomielite, com a realização da Campanha Nacional de Vacinação, que vai até o final de outubro. No entanto, as coberturas vacinais municipais ainda são heterogêneas, podendo levar a formação de bolsões de pessoas não vacinadas, possibilitando a reintrodução do poliovírus”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros.

Para completar o esquema vacinal, a criança deve ser imunizada com quatro doses, que são administradas aos dois e quatro e seis meses de idade e mais dois reforços, aos 15 meses e aos quatro anos. Em seguida, a criança deve ir até o posto de saúde para que tome a dose de campanha que acontece anualmente até os cinco anos.

Mesmo que a criança esteja com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia, a imunização continua sendo recomendada. Em casos de infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente presente na vacina, o Ministério da Saúde recomenda aos pais que consultem um médico para avaliar se a vacina deve ou não ser aplicada. A vacina é extremamente segura e possui eficácia de imunização entre 90% e 95%.

Poliomielite

O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. No ano de 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem no território nacional.

Ainda existem países detectando casos da doença como Paquistão e Afeganistão, que registraram, em 2020 (até 20/10) um total de 132 casos de poliomielite. Por esta razão que as campanhas de vacinação são necessárias para a completa erradicação da doença no país.

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Em grande parte dos casos, a criança portadora não vai a óbito ao se infectar, mas pode adquirir sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente em membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.

O Brasil é referência mundial quando o assunto é vacinação e o Sistema Único de Saúde (SUS) é o responsável por garantir à população brasileira acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde de todo o país 18 vacinas para crianças e adolescentes no Calendário Nacional de Vacinação, para combater mais de 20 doenças, em diversas faixas etárias.

* Com informações do Ministério da Saúde