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Estudo aponta setores com maiores expectativas para contratação em 2021. Descubra quais são!

Trabalho

Estudo aponta setores com maiores expectativas para contratação em 2021. Descubra quais são!

De acordo com o Guia Salarial, os reflexos da pandemia poderão ser observados em diferentes aspectos no mercado de trabalho no próximo ano

Foto: Reprodução

Com a pandemia do novo coronavírus, o mercado de trabalho de 2020 sofreu um forte impacto. As consequências já são observadas em todos os setores da economia. De acordo com o Guia Salarial da Robert Half, as consequências não devem ficar restritas a este ano. O estudo aponta reflexos na economia de diversos setores a longo prazo. 

Em sua 13ª edição, o Guia apresenta as principais tendências de recrutamento, setores em alta, habilidades técnicas e comportamentais mais demandadas e as posições permanentes e por projetos em destaque nas áreas de Finanças e Contabilidade, Engenharia, Jurídico, Mercado Financeiro, Seguros, Recursos Humanos, Vendas e Marketing e Tecnologia.

De acordo com o diretor geral da empresa responsável pelo levantamento,  Fernando Mantovani, os impactos da pandemia já são observados desde o inicio. “Em maio, notamos uma estagnação do mercado de trabalho em função da pandemia, mas a partir de junho foi possível observar uma leve melhora, que vem ampliando a cada mês”, aponta. 

De acordo com Mantovani, o Guia Salarial mostra como a pandemia permeia os setores da economia de forma diferente. “Neste contexto, observamos a aceleração dos esforços de transformação digital, o desenvolvimento de práticas virtuais de contratação e integração de um novo colaborador e outros modelos de trabalho. Não foram apenas ajustes pontuais na maneira de operar, recrutar e oferecer produtos e serviços, são também indicadores precoces de como será o futuro do trabalho”, completa.

Setores em alta

De acordo com o Guia Salarial 2021, as principais indústrias em termos de contratação são: Tecnologia, Saúde, Agronegócio, Infraestrutura e Logística.

Habilidades comportamentais ganham relevância

Na opinião de 56% dos executivos brasileiros, as habilidades comportamentais serão cada vez mais demandadas no mundo pós-pandemia. As cinco soft skill mais valorizadas são: pensamento estratégico, comunicação, agilidade, inovação e adaptabilidade.

Trabalho Remoto

A crise da covid-19 representou uma quebra de paradigma sobre o modelo de trabalho em home office. De acordo com o levantamento da Robert Half, 62% dos executivos aprovam o trabalho remoto e tiveram experiência positiva durante a pandemia. Entre os empregadores, 74% apoiam contar com uma equipe de trabalho híbrida (parte home office e parte no escritório).

Novo normal, novos benefícios

Para 53% dos empregadores os salários não devem sofrer grandes variações em 2021. Por outro lado, a pandemia alterou a visão dos colaboradores sobre os benefícios oferecidos pelas empresas. Na opinião de 86% dos profissionais seria interessante se alguns dos auxílios mudassem daqui para frente. 71% dos profissionais consideram o pacote de benefícios antes de aceitar uma proposta e, quando ele não atende a todas as suas necessidades, esses candidatos buscam melhor negociação salarial.

Outra importante mudança é que 80% dos profissionais não veem home office como um benefício, mas sim como novo modo de trabalho para seguir no longo prazo. Os top 8 benefícios mais importantes são: Assistência médica, Vale-refeição, Vale-alimentação, Assistência odontológica, Aportes na previdência privada, Notebook, Auxílio financeiro para montar o home office e Auxílio estudo

Oportunidades sempre existirão

Apesar das transformações e dos impactos da covid-19 não serem uniformes em todas as indústrias, ainda há oportunidades e um número considerável delas impulsionado pela mudança para o trabalho remoto. Muitas empresas estão lutando para encontrar o talento necessário para apoiar novas prioridades de negócios desencadeadas pela pandemia. 

 “No meu entender, seja como profissional, gestor ou líder de uma organização, momentos de desaceleração servem também para reorganizar rotas, pois, na retomada, sempre saem em vantagem as pessoas e organizações que, na medida do possível, conseguem se reinventar no caos”, comenta Mantovani. 

“No processo de recuperação da economia, as empresas mais preparadas também voltarão a contratar. Vale o alerta aos gestores para ficarem atentos para não perder os melhores talentos para outras empresas”, conclui.