Mais um capítulo da batalha judicial de Johnny Depp contra o jornal britânico The Sun, que o chamou de espancador de esposas – quando ele estava em meio a uma outra luta na justiça, contra a ex, Amber Heard, que o acusou de agressão.
Nessa segunda-feira, dia 27, a defesa do jornal encerrou seu caso na corte, em Londres, e, segundo o Just Jared, em um determinado momento, foi lido um suposto e-mail escrito por Amber Heard contra o ex-marido, que teria ficado no rascunho em 2013 e nunca sido enviado.
Em um trecho, Amber diz:
“Não sei se consigo continuar com isso. É como Dr. Jekyll e Sr. Hyde. Metade de você eu amo. Loucamente. A outra metade me apavora. Não o suporto. Gostaria de continuar, mas não posso. O problema é que nunca soube ou entendi com quem estou lidando até que seja tarde demais. A bebida garante que estou lidando com o monstro. O menininho abusado, assustando, inseguro e violento. Não posso dizer onde tudo começa. Também, as drogas parecem garantir que vou lidar com o monstro do mesmo jeito. (…) Às vezes a ressaca, a próxima manhã, é tão ruim quanto o banho de sangue que já espero. Você vive num mundo de facilitadores. Você corta da sua vida e se ressente de todos que não sejam facilitadores”.
Heard então continua, no suposto e-mail, a falar sobre como o ator já ficou em posições constrangedoras após beber e usar drogas, e como ele tinha uma equipe que o ajudava, mas que não podia nunca falar abertamente sobre a vergonha que Depp passava nesses momentos.
Advogada detona Depp nos argumentos finais
A advogada do tabloide detonou o ator em seus argumentos finais no tribunal. Segundo o Just Jared, ela disparou que existem:
“Evidências enormes de violência doméstica ou comportamento de espancador de esposa, catalogadas por um período de três anos”.
Ela chamou Depp de viciado inveterado, que repetidamente perdia seu autocontrole e sua habilidade de conter sua raiva.
“Ele é sujeito a mudanças de humor irracionais e comportamento anormal, que não estavam presentes quando ele estava sóbrio – e ele tem até um nome para essa entidade em que se transforma: o Monstro”.
A advogada ainda afirmou que o comportamento dele era motivado por misoginia:
“Uma profunda misoginia é a raiz da raiva de senhor Depp, e a raiva que ele sentia contra senhorita Heard, que se traduzia em violência quando ele se sentia ameaçado por ela”.
E mais, a profissional da defesa disse que Johnny chamava Amber de traidora e interesseira. O próprio Depp afirmou em depoimento dias atrás que sentia que Amber tinha se casado com ele por status na carreira e dinheiro.