Entretenimento e Cultura

Especialista em língua de sinais se emocionou com o filme Os Dez Mandamentos

Erika Karen Barbosa, assistiu ao filme três vezes para realizar o projeto de uma sessão inclusiva na cidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

Aos 13 anos, ela ensinava a comunicação por sinais para moradores de rua, surdos Foto: ​Reprodução/Facebook

O filme de Os Dez Mandamentos é um grande sucesso nos cinemas. Pensando nisso, a especialista em Língua Brasileira de Sinais e dona do Centro Educacional de Cursos Livres Para Todos, Erika Karen Barbosa, assistiu ao filme três vezes para realizar o projeto de uma sessão inclusiva na cidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

Aos 13 anos, ela aprendeu o básico dos sinais em libras com uma voluntária que ensinava a comunicação por sinais para moradores em situação de rua surdos. “Eu senti a necessidade de ajudar as pessoas. Comecei aprendendo com uma missionária e depois fui fazer alguns cursos por conta própria”, ressalta Erika.

Em 2010, haviam 70 surdos cadastrados na rede estadual de ensino na cidade de Mogi das Cruzes, porém, não tinha nenhum intérprete de libras. A luta para melhorar o atendimento aos deficientes da cidade levou à criação do centro educacional, em abril do ano passado. Lá são oferecidas aulas de libras, braile, inglês para surdos e preparação para o trabalho. A escola também tem uma programação de  oficinas para formação de profissionais e professores que vão atender autistas, deficientes físicos e crianças com déficit intelectual.

A ideia de preparar uma sessão acessível do filme Os Dez Mandamentos foi inspirada nos encontros que Erika promovia em casa para os amigos surdos e cegos.  “Quando os filmes estão em cartaz existe uma dificuldade muito grande, porque não existe a “janela” com a linguagem em libras e, muito menos, a audiodescrição para os deficientes visuais. Então a gente esperava o filme sair em DVD e fazia uma reunião na minha casa. Como o filme Os Dez Mandamentos conta uma história rica e muito importante, eu pensei em inovar e levar a iniciativa para dentro de uma sala de cinema”, conta.

Erika viu o filme três vezes para preparar a apresentação em libras para os surdos. Com a ajuda de voluntários, que se sentaram ao lado deles, os cegos tiveram a experiência da audiodescrição ao vivo. A especialista em língua de sinais tem bastante experiência na tradução de eventos ao vivo.

Com informações do Portal R7.