Entretenimento e Cultura

Ingrid Guimarães lembra fase sem dinheiro e diz que não aceita mais papéis de feia

Na noite da última quinta-feira, dia 2, Ingrid Guimarães revelou que deixou de aceitar certo trabalhos na televisão, por causa de um estereótipo criado. Em entrevista à Tatá Werneck no Lady Night, a atriz, que recentemente estava no ar como a Elvira Matamouros da novela Novo Mundo, também comentou sobre a dificuldade de comediantes serem convidados para papéis que vão além do humor:

– Eu tenho muita agonia de quem é talentosa, mas que ainda não aconteceu. Eu por muito anos fui essa menina que vivi só de teatro e as pessoas não tinham olhar sobre mim. Os comediantes têm razão, colocam a gente numa gaveta e só você pode se tirar dela. Ninguém vai fazer isso. Elvira Matamouros foi um pedido meu, cheguei para o Silvio de Abreu e disse: Me dá uma coisa diferente que eu nunca tinha feito. E eu peguei com unhas e dentes.

Ingrid ainda relembrou um dos convites que recebeu no passado e acabou sendo estereotipada:

– Eu era sempre chamada para fazer secretária, empregada, porque na minha época as comediantes vieram de programas de humor onde a mulher era muito subjugada à feia ou gostosa. Quando eu fiz o programa do Chico Anysio, ficavam separadas as feias em um camarim e as gostosas de biquíni, em outro. Era separado assim!

Para acabar com os rótulos, Ingrid tomou a decisão de recusar alguns trabalhos:

– Chegou uma hora que tomei uma decisão de não fazer papel de feia ou de algum estereótipo. Disse para um produtor de elenco: não me chama mais. Neguei uma personagem, o Didi [Renato Aragão] sonhava com a bonita e a feia. A bonita era a Danielle Winits e a feia, era eu.

Durante sua participação no programa, a atriz ainda relembrou parceria com Heloísa Périssé na peça de sucesso, Cócegas. Para ela, o espetáculo foi um divisor de águas em sua carreira e em sua vida pessoal, já que passava por grandes problemas financeiros:

– Eu consegui, com ‘Confissões’ e com ‘Cócegas’, resolver a minha vida. Comprar apartamento, juntar dinheiro…Talvez seja o maior orgulho da minha carreira ter conseguido sobreviver da minha profissão com dois fenômenos de teatro que eu fiz.