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Isis Valverde fala sobre novo livro de poesias e declara: - A maternidade trouxe uma nova ótica da vida

"Sempre fui uma criança criativa. Gostava de criar histórias cheias de enredos dos mais diversos." afirmou a atriz.

Foto: Reprodução / Instagram

Isis Valverde lançou um livro de poesias intitulado Camélias em Mim. A obra reúne cerca de 48 escritos nos últimos dez anos e divide memórias da infância da atriz em Minas Gerais, explora figuras femininas da família e fala sobre amores e maternidade. 

Em entrevista para o jornal O Globo, ela contou detalhes sobre o trabalho e, também, exprimiu sua paixão pela escrita.

“Sempre fui uma criança criativa. Gostava de criar histórias cheias de enredos dos mais diversos. A possibilidade de traduzir sentimentos em palavras sempre me encantou e começar a escrever foi um processo natural. Uma forma de exorcizar sentimentos, que passam a fazer sentido quando colocados em palavras. Gosto de escrever contos, além de poesias.”

Um dos poemas do livro é assinado pela mãe da atriz que, segundo a própria atriz, foi a inspiração para começar a escrever.

“Minha mãe sempre me estimulou a dar asas a minha imaginação. Sempre foi uma mulher de muita força, mas também sensível. E a sensibilidade dela em perceber a minha vocação artística foi, claro, uma das minhas maiores motivações para seguir o caminho da arte, tanto na dramaturgia quanto na literatura. Pretendo seguir o exemplo dela e apresentar esse universo ao Rael.”

Questionada se a relação com a mãe mudou após a chegada de Rael, fruto de seu relacionamento com André Resende, ela disse:

“Com toda certeza. Quando nos tornamos mães, aprendemos a ser filhos melhores. A maternidade nos traz uma nova ótica da vida. Certas preocupações e atitudes de nossas mães que achávamos bobagens, tomam uma nova forma, passando a fazer sentido. A gente entende que mãe erra, mas querendo acertar sempre.”

Isis afirma que a maternidade a ajudou a se inspirar e, consequentemente, escrever mais.

“Costumo traduzir a maternidade como um carrossel de emoções, às vezes uma montanha-russa, o que, sem sombra de dúvidas é um terreno fértil de criatividade e inspiração para escrever e, pra arte em geral. Acho que quanto mais vivência a gente tem mais rica fica nossa expressão artística.”

Ainda falando sobre suas inspirações, a atriz citou os atores literários que mais lhe chamam a atenção.

“Lya Luft, Camões, Vinicius de Moraes, Florbela Espanca, Clarice Lispector, Gustave Flaubert e Carlos Drummond de Andrade, para citar alguns.”

O livro conta com o prefácio de Pedro Bial, que cita uma entrevista de 2010 em que Isis afirma não conhecer o amor. Sobre isso, a atriz declarou:

“O amor vai se apresentando de maneiras diferentes à medida que vamos amadurecendo e nos tornando donas de nós mesmas, das nossas verdades internas. Não é que eu não conhecesse o amor, mas hoje posso experimentá-lo de muitas formas. Tudo mudou. Eu mudei, a vida mudou, o mundo se transformou. Estamos em constante evolução e em cada uma dessas etapas, experimentamos uma nova nuance desse sentimento, descobrindo maneiras novas e diferentes de amar.”

Ela ainda afirma que definir o amor é algo muito complexo, mas que consegue vivê-lo ao lado da família.

“Hoje vivo o amor de mãe, o amor pela minha família, pelo meu marido. O amor se traduz em tantas coisas, de tantas formas. Difícil encontrar uma única definição para algo tão grandioso. Posso dizer que hoje sinto o amor como a experiência mais verdadeira, transformadora e libertadora que existe. Amar e ser amado é poder ser o que se é, e ser feliz com isso.”