Lembra-se dela? Juliana Martins interpretou a primeira protagonista de Malhação, lá em 1995! Na trama teen, ela interpretava
Isabela Bitencourt, que vivia um triângulo amoroso com Romão, personagem de Luigi Baricelli, e Héricles, interpretado por Danton Mello. Hoje com 45 anos de idade, Juliana planeja lançar uma série em breve.
Em entrevista à colunista Patrícia Kogut, a artista revelou que essa ideia surgiu depois que ela deu aulas de teatro a menores infratores no Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), no Rio de Janeiro.
– Passei um ano e meio indo ao presídio. As aulas duravam quatro horas e aconteciam duas vezes por semana. Trabalhei com eles o livro Capitães de Areia [de Jorge Amado]. Foi uma experiência incrível. Vivi bons momentos e não me senti ameaçada de forma alguma. Entendi muita coisa sobre adolescência, família, leis, injustiça e criminalidade. Escrevi bastante e filmei depoimentos meus e dos meninos. Quero transformar isso em série. Já estou em conversas com uma roteirista e uma diretora. A ideia é que eu atue no projeto, interpretando a minha personagem.
Além disso, ela está prestes a entrar em turnê com a peça Eu te amo, que está há dez anos em cartaz. Ela contracenará com Heitor Martinez.
– Heitor é um amigão. É a quinta peça que faremos juntos. Começarei a viajar em abril. Iremos a Florianópolis, Teresina, Salvador, Tiradentes, Volta Redonda e São Paulo.
Juliana não participa de novelas desde 2014, quanto atuou em Geração Brasil. Mesmo assim, continua fazendo aparições pequenas na TV.
– Tenho minhas ideias de projetos, mas adoro ser convidada também. Por enquanto, não há nada à vista. Estou com saudades de fazer TV. Em 2020, completo 35 anos de carreira. E Malhação vai fazer 25. É um ano simbólico.
A artista também é mãe de Luisa, de 19 anos de idade. A jovem cursa Comunicação Social na Universidade Federal do Rio de Janeiro e pretende seguir carreira no cinema.
– Ela foi voluntária no Festival do Rio e tem vontade de mexer com roteiros. Ainda é cedo para dizer se trabalharemos juntas um dia, mas teria tudo a ver. Ela e a turma são os jovens do futuro. Vegetarianos, democráticos, querem direitos iguais para todos e vão às ruas defender o que pensam. São muito conscientes, é bem legal.
Juliana ainda diz que sua relação com a filha não poderia ser melhor.
– Eu sou mãe superamiga, mas ela tem suas melhores amigas. Sei de tudo o que se passa na vida dela, mas são 26 anos de diferença. Ela não é minha brother, mas minha filha, né?