Entretenimento e Cultura

Rei do brega, Falcão avalia o estilo de Paula Fernandes: "Às vezes, você não sabe se é um vestido ou se é um bolo"

O estilo de se vestir do cantor, inclusive, é bem peculiar. Peças extravagantes e coloridas fazem parte de seu guarda-roupa. Não à toa, Falcão é conhecido como o Rei do Brega

Falcão afirmou que Paulo Fernandes é uma representante do brega Foto: ​Reprodução

É difícl pensar em Falcão e não se lembrar do tradicional girassol que ele usa como acessório, não importa onde vá. O estilo de se vestir do cantor, inclusive, é bem peculiar. Peças extravagantes e coloridas fazem parte de seu guarda-roupa. Não à toa, Falcão é conhecido como o Rei do Brega. Em conversa como R7, o cantor aceitou a brincadeira de listar três famosos que esbanjam estilo por aí.

— Ah, existem estilos e estilos, né? (risos). A Paula Fernandes, por exemplo, é a representante do brega. É muito legal, gosto do estilo dela… Às vezes, você não sabe se é um vestido ou se é um bolo (risos).

Quem também está na lista dos mais bem vestidos, segundo o cantor, é Ivete Sangalo e Eduardo Costa.

— A Ivete também tem uma roupa interessante. Não é uma coisa muito visual, mas é legal, ela tem uma característica dela. E o Eduardo Costa, um cara que eu admiro muito, também é muito estiloso, como todos os sertanejos. Mas não sei como ele consegue andar com aquela calça super apertada (risos).

Turnê pelo país com um stand up musical

Com diversos sucessos ao longo de sua carreira consagrada na música, Falcão agora sobe aos palcos de um jeito diferente. O cantor está rodando o país com a temporada de Falcão em Altamente + ou –. Animado com o projeto, ele dá detalhes:

— Eu já tinha feito coisas parecidas no começo da carreira e minha música já tem uma relação com o humor em si. Então, ficou um formato interessante. Eu estou sempre com o violão na mão, vou cantando, conversando, contando casos que aconteceram…  É uma espécie de stand up musical.

Além da afinidade com o humor, o incentivo dos fãs e de diversos humoristas também fez Falcão se aventurar no palco dos teatros.

— Fábio Porchat, Danilo Gentili, Tom Cavalcante ficavam dizendo para eu fazer. Na verdade, essa onda de humor musical, como Juca Chaves já fez no passado, não tem ninguém fazendo e eu resolvi resgatar isso. 

O Rei do brega se empolga ao contar da recepção positiva do público com relação ao espetáculo.

— Teatro é diferente. As pessoas estão lá pra te ver, estão sentadinhas, curtindo a história. Quando você toca em uma casa de show, em um bar, o pessoal está mais curtindo o momento. E também é muito legal porque no meu show convencional tem a banda completa, só vou pra cantar. Agora, tenho que cantar e tocar também. 

A sofrência sertaneja é o novo brega?

Um dos representantes fiéis do gênero, Falcão afirma que a falta de espaço no mercado dificulta o surgimento de novos artistas. Apesar disso, ele acredita que o sertanejo é um ritmo que lembra muito o brega, porém precisa melhorar: 

— É algo que o Reginaldo Rossi e Amado Batista já faziam. Eles só mudaram o nome para poder vender mais. Mas não deixa de ser o brega, só que em uma qualidade inferior. O sofrimento da traição, do chifre, precisa de uma história bem contada. É tudo igual: eu vou no show, você não vale mais do que R$ 50… (risos). A história precisa ser bem contada.