Romero Ferro não para de surpreender com seus lançamentos. Agora, o cantor contou sobre o seu mais novo trabalho, o álbum Frevália, que tem como proposta atrair um público jovem e mostrar a importância de valorizar e apreciar a música tropical brasileira. Dessa vez, o cantor realizou diversas parcerias musicais, dentre elas Fafá de Belém, para trazer essa mistura entre o clássico e o moderno.
Romero compartilhou um pouco do processo de criação do álbum e disse que foi um projeto criado em 2016 como um movimento cultural, que ele sempre quis realizar:
O processo vem de muito tempo já, é um projeto que eu já queria realizar, mas não me sentia maduro ainda para fazer. No início do ano passado comecei a desenvolver o que seria esse álbum, e trouxe o produtor musical Luccas Maia para junto. A ideia sempre foi trazer o frevo para um diferente, explorar novos universos, deu muito certo!
O álbum também conta com releitura de alguns clássicos da música brasileira. Visto isso, o cantor explicou sobre sua escolha de canções:
Eu queria trazer um pouco do clássico, misturando com o novo, trazendo uma roupagem contemporânea. Mexer com clássicos é caminho que precisa ser feito com cuidado, por que você está mexendo na história afetiva e emocional de toda uma geração. Mas o Frevália também tem esse papel, é um dos desafios, e eu sou movido a desafios.
Para ele, Frevália pode ser resumido em uma palavra: Mistura.
É o Brasil olhando para dentro do Brasil, sem preconceito, sem elitismo, sem classismo. O frevo é muito democrático, e potente para se unir com qualquer ritmo!
Além disso, ele também abre o coração e fala sobre a importância da música brasileira para aproximação da sociedade com suas raízes e essência:
As nossas raízes nos conectam com a nossa essência, a nossa ancestralidade. O frevo é clássico, mas ele é, além de tudo, extremamente popular. Faz parte da música pop pernambucana, faz parte do Brasil. É um ritmo potente, que hoje é muito subestimado por uma lógica de mercado que não faz sentido. O frevo faz quatro milhões de pessoas ferver no Galo da Madrugada, o maior bloco de rua, que acontece anualmente em Recife. Só quem viveu, sabe! O frevo tem que tocar o ano inteiro, e não ficar em uma prateleira sazonal. É um processo lento, mas é um início de uma construção!
Ainda sobre o álbum, Romero conta uma história interessante sobre os bastidores da música com a Fafá de Belém, Frevinho, que, segundo ele, foi um baita presente:
Acredita que eu e Fafá gravamos a nossa música no dia do meu aniversário? Vejam só que presente! Tentamos alinhar as nossas agendas em vários momentos, mas calhou de ser no dia 8 de abril, e melhor aniversário eu não poderia comemorar. Ganhei um presentão! O nosso encontro, e a nossa música ficou linda!
Romero finaliza falando sobre a importância da arte para a difusão da cultura brasileira:
A arte sempre contribui para a valorização e a difusão da cultura brasileira, por que ela traz toda a criatividade e representatividade de um grupo, local, região… É muito importante fortalecermos essas diferentes identidades, elas nos tornam únicos, a nossa cultura única e universal. Através da música, da dança, do teatro, das artes plásticas, e tantas outras expressões, tudo isso é preservado, ressignificado, e repassado.
Sobre Romero Ferro
Nascido em Pernambuco, no município de Garanhus, ele cresceu com muito contato com a diversidade cultural e, desde então, entendeu a riqueza das diferenças. Agora, o cantor de 33 anos de idade tem como objetivo unir a música pop com os ritmos tradicionais e tem feito isso com seus lançamentos.