Shannen Doherty, atriz de Barrados no Baile e Charmed, veio a público nesta terça-feira, dia 4, para anunciar que está lutando novamente contra o câncer de mama, que dessa vez se encontra no estágio quatro – ou seja, avançado.
A atriz, que luta contra a doença desde 2015, e que em 2017 revelou que o câncer estava regredindo, deu uma entrevista ao programa Good Morning America sobre o assunto. Shannen revelou que sabe da doença há aproximadamente um ano e que gostaria de manter a informação privada, mas decidiu abrir o jogo por conta de um processo que está movendo contra uma seguradora, que poderia vazar a informação.
– Queria que as pessoas soubessem por mim. Será anunciado em alguns dias ou uma semana que eu estou no estágio quatro. Então meu câncer voltou, e é por isso que estou aqui. Ainda não consegui. É uma pílula amarga de se engolir de várias maneiras.
Ela continuou, desabafando sobre o tratamento e a dificuldade de falar sobre o assunto para seus familiares – Doherty é casada com o fotógrafo Kurt Iswarienko desde 2011.
– Eu tenho dias em que digo: Por que eu? E então: Bom, por que não eu? Quem mais? Quem mais além de mim merece isso?. Nenhuma de nós merecemos. Eu diria que a minha primeira reação é sempre me preocupar sobre como contarei para a minha mãe, meu marido.
Aos 48 anos de idade, a atriz participou recentemente do reboot de Barrados no Baile, e disse que parte do motivo pelo qual não abriu o jogo sobre a doença antes foi a trágica morte do colega de elenco, Luke Perry – para quem não se lembra, o ator morreu em março de 2019 após sofrer um derrame. Apesar disso, ela acredita que sua força para continuar trabalhando apesar do diagnóstico possa inspirar outras pessoas na mesma situação.
– É tão estranho ser diagnosticada e então alguém que era visivelmente mais saudável ir embora primeiro. Foi realmente chocante, e o mínimo que eu poderia fazer para honrá-lo [Luke Perry] era o programa. Eu ainda não fiz tudo que quero fazer, na minha opinião. É difícil, porque pensei que quando eu finalmente contasse [sobre a doença], eu teria trabalhado 16 horas por dia e as pessoas poderiam olhar e dizer: Meu Deus, ela consegue trabalhar, e pessoas no estágio quatro [também] conseguem trabalhar. Nossa vida não termina no minuto em que recebemos o diagnóstico. Nós ainda temos um pouco de vida para viver.
Torcemos para que ela passe pela doença da melhor forma, né?