Os patrões têm até esta quinta-feira (30) para depositar a primeira parcela do 13º salário. No Brasil, cerca de 83,3 milhões de pessoas, entre empregados e segurados do INSS, vão receber o abono de Natal este ano.
Ao todo, o salário extra deverá injetar R$ 200,5 bilhões na economia, segundo cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Em média, os brasileiros vão receber um rendimento extra médio de R$ 2.251.
Se a empresa não fizer hoje o depósito do 13º, ela pode ser multada pelos fiscais do Ministério do Trabalho em R$ 178 por funcionário.
Uma firma com 150 trabalhadores, por exemplo, pagaria uma multa de R$ 25,5 mil pelo atraso. Em caso de reincidência, ou seja, se já houve atraso de pagamento do abono em outros anos, a multa é aplicada em dobro.
A segunda parcela do 13º deve ser paga, no máximo, até o dia 20 de dezembro.
Nos últimos quatro anos, por conta da crise econômica e o aumento do desemprego, o número de pessoas que recebem o 13º sofreu uma queda de 1,4 milhão. Eram 84,7 milhões, em 2014, e caiu para 83,3 milhões em 2017 (entenda no quadro abaixo).
Desses 83,3 milhões, aproximadamente 48,1 milhões, ou 57,8% do total, são trabalhadores no mercado formal. Entre eles, os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada somam 1,9 milhão, equivalendo a 2,2% do total que recebe 13º. Os aposentados ou pensionistas do INSS representam 34,1 milhões, ou 40,9% do total.
Destino do 13º salário
Para a química Patrícia Miani, de 26 anos, o destino do 13º dela será a caderneta de poupança — como faz com 25% do salário nos últimos sete meses.
“Para mim, o 13º e a participação nos lucros são oportunidades para aumentar a poupança. Nem penso em gastar nada agora. Tenho planos de sair de casa e mudar de cidade, quero ir para um lugar no litoral, mas não sei ainda qual”, disse.
Patrícia também diz que vai resistir à tentação de comprar presentes no Natal. “Na minha família, não é tão importante dar presentes. A gente se reúne e faz um almoço ou jantar de confraternização legal no fim de ano e curte a companhia”, afirmou.
Com dois anos de investimento, ela diz acreditar que já terá o dinheiro suficiente para mudar de cidade, além de fazer um curso de especialização em Química.
Valor acima da inflação
No ano passado, o valor total do 13º, segundo o Dieese, somou R$ 191,4 bilhões. Na comparação, o total de 2017, apurado em R$ 200 bilhões, é 4,7% maior — o que representa um aumento real de 1,4%, acima da inflação prevista para este ano.
O estudo do Dieese sobre o 13º de 2017 revela também que a maior parte do dinheiro, cerca de 49,4%, deve ficar na região Sudeste do País. A região Sul terá 16,2% do total.
Os Estados do Nordeste representam 15,9% do total a ser pago de 13º. A região Centro-Oeste corresponde 9% do total e a região Norte terá a menor percentagem (4,7%).
No entanto, o maior valor médio de 13º será pago no Distrito Federal, na região Centro-Oeste, com R$ 4.234, ou seja, R$ 1.983 acima da média nacional.
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