Pecuária exigirá mais tecnologia e gestão para se sustentar
No mês de março, as exportações brasileiras de café somaram 3,438 milhões de sacas de 60 kg e renderam US$ 450,2 milhões. Esse desempenho elevou os embarques, no acumulado do primeiro trimestre de 2021, para 11,015 milhões de sacas, apresentando um crescimento de 10,4% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.
Em receita cambial, o avanço é de 6,1% no agregado até o mês passado, com os embarques rendendo US$ 1,437 bilhão ao país. Os dados são do relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
As exportações registraram o melhor resultado dos últimos cinco anos e caminham para quebrar recorde na safra atual. Segundo relatório de março do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), de julho de 2020 até o fim de março, o Brasil remeteu 35,746 milhões de sacas ao exterior, o que implica alta de 18,1% na comparação com as 30,256 milhões embarcadas nos primeiros nove meses do ciclo 2019-2020.
Já a receita cambial no acumulado da temporada 2020-2021 é de US$ 4,484 bilhões, registrando incremento de 15,1% frente aos US$ 3,897 bilhões apurados no mesmo intervalo do ano anterior.
O desempenho das exportações é consequência da safra recorde produzida pelo Brasil em 2020 e da evolução constante da qualidade e da sustentabilidade do produto, fazendo com que aumentasse a credibilidade internacional do café brasileiro, tanto arábica quanto canéfora (Conilon).
Os Estados Unidos foram os principais compradores do grão do Brasil no primeiro trimestre de 2021, ao adquirirem 2,077 milhões de sacas, um avanço de 9,4% sobre o mesmo período em 2020. Na sequência, a Alemanha, com 1,970 milhão (+9,5%); Itália, com 866 mil (-12,9%); Bélgica, com 813 mil (+ 54,2%); e Japão, com 594 mil (+20,5%).
Outro dado que chama atenção no relatório são os mercados emergentes de café que estão surgindo ao redor do mundo. A comunidade árabe, por exemplo, ampliou suas aquisições em 37% no primeiro trimestre deste ano, elevando as compras de 381,6 mil para 522,3 mil sacas.
Nos três primeiros meses de 2021, o Brasil remeteu 785,6 mil sacas de café para países produtores, volume que representa elevação de 82,6% frente ao embarcado no mesmo intervalo de 2020.
Apesar do bom desempenho registrado até o momento, o setor precisa ter cautela. A expectativa é que o Brasil produza menor quantidade do grão em 2021 em virtude da conhecida bienalidade do arábica, que entra no ciclo de baixa neste ano. Há ainda incertezas quanto ao consumo mundial, à moeda brasileira e também o clima para a próxima florada. Por isso, é preciso atenção em relação ao mercado nacional e internacional!
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