Falando de Planos e Projetos.

Já é sabido que somos resistentes ao processo de planejamento, e até mesmo quando a ferramenta é usada, parece que acontece quase que “por obrigação” de algum contrato e ou de normas de governo, como no caso do famoso PPA.  Deming falava sobre o “pensamento estatístico”, ou seja, a capacidade que precisamos ter de usar a ciência dos números para embasar as decisões gerenciais. Parodiando Deming, poderíamos falar em “pensamento planejado”, ou seja, incorporar ao raciocínio gerencial a prática do planejamento como fundamento básico para todas as ações.

Numa determinada época (anos 90), o grande e saudoso amigo e engenheiro, José Alberto Rabelo Pinheiro, o Carecão, como era carinhosamente chamado, nos convidou para um passeio de 30 dias pelo sul, região central e norte dos EUA. Grande parte da viagem de férias seria via AMTRAK (Sistema ferroviário), cobrindo Detroit, Pittisburg e New York. Mas tinha um detalhe, se fosse feito um planejamento antecipado da viagem os preços dos trechos cairiam quase que 50% do valor original. PLANEJAMENTO! A princípio todos nós ficamos meio traumatizados com a imposição de planejar, isso mesmo, não estávamos acostumados a pensar o planejamento e praticá-lo.

Um planejamento pode ser composto de vários projetos, ou segmentos que possam estabelecer a estratificação do grande objetivos em partes menores que comunicam-se entre si. J.M. Juran, o grande guru da Gestão da Qualidade, afirmava em seus livros e palestras, que a melhor forma de gerenciar uma empresa, com eficácia e resultados, seria o gerenciamento por projetos. Esta concepção, na visão de Juran, possibilitava a melhoria dos resultados com base em grupos menores de pessoas, conhecedores dos processos envolvidos, e autores próximos da concepção e implantação dos ditos projetos. Em seu Quality Management Handbook, Juran cita também a visão profunda de projeto em seu CICLO DE CONTROLE DE JURAN, amplamente aplicado em empresas e organizações focadas em resultados.

Nossa reflexão de fechamento deste texto deixa como reforço ao entendimento de Planos e Projetos, o conhecimento e prática do Método PDCA. Falaremos mais sobre o assunto em novos posts. Aguardem.

Enquanto esperamos novos artigos e reflexões sobre o tema, lembre-se, planejar não é apenas usar ferramentas de controle, planejar é REDUZIR CUSTOS, e melhorar resultados ao cliente, portanto, atingir a melhor produtividade.

Getulio Apolinário Ferreira

Colunista

Escritor pela Qualitymark Editora, Consultor organizacional, Engenheiro na linha da gestão japonesa com dois estágios no Japão nas áreas de projetos criativos dos Thinking Groups da Kawasaki Steel, Qualidade Total, Kaizen/Inovação e programas Zero Defeitos estabelecendo um forte link com o Programa de Qualidade Total da CST, hoje Arcelor Mittal. Getulio participa também, com muita honra, da Academia Brasileira da Qualidade – ABQ onde estão os profissionais de maior destaque nas áreas da Qualidade e Inovação do Brasil.

Escritor pela Qualitymark Editora, Consultor organizacional, Engenheiro na linha da gestão japonesa com dois estágios no Japão nas áreas de projetos criativos dos Thinking Groups da Kawasaki Steel, Qualidade Total, Kaizen/Inovação e programas Zero Defeitos estabelecendo um forte link com o Programa de Qualidade Total da CST, hoje Arcelor Mittal. Getulio participa também, com muita honra, da Academia Brasileira da Qualidade – ABQ onde estão os profissionais de maior destaque nas áreas da Qualidade e Inovação do Brasil.