Economia

Bolsa sobe mais de 3% e dólar tem maior queda diária após decisão de Cunha

Oscilações ocorreram depois que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha acolher pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff

Volume financeiro do pregão totalizou R$ 6,9 bilhões Foto: R7

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou nesta quinta-feira (03) com o maior ganho diário em um mês, graças, principalmente, à disparada de ações de bancos e da Petrobras. A forte alta se deu depois que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha acolher pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. De acordo com dados preliminares, o índice subiu 3,58%. No final do pregão, o volume financeiro totalizava R$ 6,9 bilhões.

Pelo mesmo motivo, o dólar marcou a maior queda diária em um mês, voltando abaixo de R$ 3,75, mas ainda ponderando as implicações da medida para a economia brasileira. O dólar recuou 2,26%, a R$ 3,7488 na venda, após atingir R$ 3,7338 na mínima do dia. Foi a maior queda diária desde o dia 3 de novembro, quando a moeda norte-americana recuou 2,39%.

Além da aceitação de Cunha sobre o pedido de abertura de processo contra Dilma, outro fator que chegou a ajudar a queda do dólar foi o anúncio de novos estímulos do BCE (Banco Central Europeu), que tendem a favorecer ativos de mercados emergentes. A atuação do Banco Central brasileiro completou o quadro favorável para o real, realizando um leilão de venda de até US$ 500 milhões com compromisso de recompra.