Mesmo com a taxa Selic em patamar elevado, atualmente em 13,25%, e o consequente encarecimento do crédito imobiliário, o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) segue como uma das alternativas mais acessíveis para quem deseja adquirir um imóvel graças ao subsídio governamental.
Paulo Kucher, vice-presidente da Lyx Participações e Empreendimentos, diz que o MCMV é viável especialmente para famílias de baixa e média renda. “O programa preserva condições diferenciadas, com juros reduzidos e subsídios que tornam a entrada e as parcelas mais acessíveis”, explica.
Os juros do MCMV variam conforme a faixa de renda, e em algumas categorias permanecem abaixo de 5% ao ano, muito abaixo do praticado no crédito habitacional tradicional, que pode ultrapassar os dois dígitos. Além disso, o subsídio oferecido pelo governo pode superar R$ 55 mil, dependendo da faixa de renda e da localidade, reduzindo expressivamente o custo final do imóvel para o comprador.
Outros pontos que favorecem o acesso ao programa são a possibilidade de utilizar o saldo do FGTS para compor a entrada ou amortizar parcelas, e os prazos estendidos de financiamento, de até 35 anos. “Mesmo em um cenário de juros elevados, o Minha Casa Minha Vida cumpre um papel essencial ao proporcionar moradias acessíveis e seguras, permitindo que mais brasileiros conquistem um lar”, reforça Kucher.
No Espírito Santo, de acordo com dados do Ministério das Cidades, mais de 10 mil contratos (10.069) do programa foram fechados em 2024, em 55 dos 78 municípios capixabas. Desse total, 8.397 utilizaram o FGTS, uma operação de financiamento do programa destinada a famílias residentes em áreas urbanas com renda mensal bruta de até R$ 8 mil.