Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) concluíram estudos sobre o uso de drones para evitar ou conter doenças em lavouras no Espírito Santo. A pesquisa aconteceu em plantações de café arábica, em Marechal Floriano, na região Serrana do Estado, e levou mais de um ano.
Os equipamentos são utilizados para pulverizar produtos conhecidos como calda em toda a região de lavoura. Um drone consegue fazer o manejo de um hectare em apenas 12 minutos. Já uma pessoa com um pulverizador nas costas levaria até três horas para realizar o mesmo trabalho.
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O operador de drone, Fernando Coelho, contou que a calda é o conjunto de produtos utilizados para a saúde da vegetação diluídos em água. “A calda é o conjunto de produtos ou produto misturado com a água, que é o agente onde o produto será diluído para poder aplicar na cultura”, disse.
Os equipamentos utilizados variam de tamanho e capacidade de pulverização. Há drones com quatro pulverizadores, até outros com 16 e até 30, para manejar plantações mais extensas.
Parceria com a China
A pesquisa foi uma parceria da Ufes com especialistas da China, o que ajudou bastante a obter os resultados promissores, como apontou o professor Edney Vitória, coordenador do projeto.
“Existe na China um centro nacional específico para desenvolvimento e tecnologia da aviação, tanto avião quanto drone. Eles têm mais de 200 pesquisadores o tempo todo estudando a respeito, então as metodologias que eles utilizam são muito consistentes. Eles foram fundamentais para aferir e atestar a metodologia que utilizamos”, afirmou.
De acordo com o professor, os drones são mais rápidos e econômicos em relação à pulverização feita por meio de tratores, além de usar muito menos química nas plantas.
“Nós chegamos à conclusão que a aplicação com o trator, que aplica 400 litros de calda por hectare e um drone que aplica 10 a 15 litros por hectare, a eficácia do controle da doença foi a mesma”, disse.
“O drone é eficiente, o que é essa eficiência? Ele consegue ter uma boa eficácia do produto, aplicando uma quantidade menor. Com o drone, as gotas ficam na folha sem o escorrimento, ou seja, a aplicação é mais eficiente”, complementou.
Ainda segundo ele, a utilização da tecnologia auxilia inclusive na saúde dos trabalhadores, que não precisam se expor à química ou agentes nocivos durante a pulverização.
“Você tira o trabalhador com o pulverizador costal ou com trator da lavoura. O drone vai passar sobrevoando, fazer a aplicação com o piloto a uma distância segura”, disse.
*Com informações da repórter Laila Magesk, da TV Vitória/Record TV