Economia

ES fica em terceiro lugar de pessoas ocupadas em atividades econômicas criativas

Neste segmento, o Espírito Santo fica atrás apenas de São Paulo, com 13,3% e Rio de Janeiro, com 13,9%

Foto: Arquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil

O Espírito Santo alcançou o terceiro lugar no ranking de participação de pessoas em atividades econômicas criativas. O crescimento foi de 11,7% no último trimestre de 2023, o que coloca o Estado acima do crescimento nacional, que ficou em 11, 2%. 

Neste segmento o Espírito Santo fica atrás apenas de São Paulo, com 13,3%, e Rio de Janeiro, com 13,9%. Com o resultado, o Estado pulou sete posições, saindo da décima para a terceira em um ano, levando em consideração o mesmo período em 2022. 

Os dados foram divulgados na terça-feira (09) pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), em parceria com a Secretaria da Cultura (Secult), durante uma transmissão ao vivo do lançamento do Boletim Economia Criativa.

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Nas redes sociais, o secretário de Cultura do Espírito Santo, Fabrício Noronha, divulgou  notícias envolvendo o crescimento da economia criativa no Estado durante o período. 

De acordo com a publicação, o número de pessoas ocupadas no setor no Estado cresceu 20% em um ano e chegou ao número de 240 mil profissionais em 2023. 

Houve também queda na informalidade no setor, chegando a 37,4%, o que representa um número abaixo da média nacional, que atualmente é de 43,1%. 

Ainda de acordo com a Secretaria de Cultura, houve crescimento da participação dos jovens em atividades de economia criativa, que representam 32,5% dos trabalhadores do setor. 

 Entre as atividades que mais ocuparam pessoas na Economia Criativa no Estado, Alojamento e Alimentação se destaca, registrando 111.759 pessoas ocupadas no quarto trimestre de 2023, seguida por Informação e Comunicação, com 82.424.

De acordo com o secretário, a pesquisa é de grande importância para nortear o trabalho da Secult. 

“A Secult concentra todo esse esforço em torno do programa ES+Criativo, lançado em novembro de 2019. Desde então, o Estado tem trabalhado muito na formação e na capacitação empreendedora, com o entendimento de que a cultura e a economia criativas são peças-chave para o desenvolvimento econômico e sustentável, com a geração de trabalho e renda”, disse. 

De acordo com  o boletim, das pessoas que trabalharam nos segmentos criativos no Espírito Santo no quarto trimestre, 51,7% são trabalhadores do setor privado, seguido de 38,7% por conta própria e 7,5% de empregador — essa última categoria tendo registrado um crescimento de 2% em relação ao trimestre anterior.

Para o diretor-geral do IJSN, Pablo Lira, a economia criativa traz um grande potencial ao empreendedorismo no Estado. 

“O crescimento no número de empreendimentos que a gente observa no setor criativo está relacionado com a facilidade oferecida ao empreendedor. O Espírito Santo teve recorde na redução do tempo de abertura de empresa, se comparado a outros estados, e também se destaca na desburocratização para quem quer empreender”, afirmou. 

Rendimentos dos trabalhadores

Segundo o boletim, o rendimento médio dos trabalhadores ocupados nos setores de economia criativa no Estado foi de R$ 2.927,97. Este valor coloca o Espírito Santo na nona posição do ranking de rendimentos das unidades federativas. 

Apesar disso, o  rendimento médio do Estado situou-se abaixo da média brasileira, que é de  R$ 3.154,32. 

“A análise deste indicador fornece a informação de qual é o tamanho da renda gerada pelo trabalho nas atividades econômicas e apresenta a participação da economia criativa na geração de renda e trabalho no Espírito Santo”, afirma Lira. 

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