O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) de agosto divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta para uma deflação de 0,73% no Brasil.
Em 15 de agosto, a prévia do IPCA-15 divulgada pelo instituto já mostrava a queda nos preços de alguns produtos e serviços. No caso dos alimentos, a queda era pequena ou mesmo inexistente. Alguns produtos, como o leite e as frutas, chegaram a registrar aumento.
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Um levantamento realizado pelo Folha Vitória aponta que está cada vez mais difícil para o capixaba ir à feira comprar verduras, legumes e frutas. Dados do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado mostram a variação dos preços de dez produtos listados pelo jornal online ao longo de agosto.
Apenas 3 produtos mantiveram queda nos preços em agosto
Entre os dez produtos da feira listados, apenas três mantiveram a tendência de queda ou estabilidade nos preços nas quatro semanas de agosto analisadas (de 01 a 28 de agosto). Foram eles: alface (manteve R$ 25,00 a dúzia), manga (de R$ 6,50 para R$ 5,50 o quilo) e pimentão verde (de 4,00 para R$ 3,50 o quilo).
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Por outro lado, dos sete produtos que tiveram variação e terminaram o mês com os preços em alta, três fecharam o ciclo custando mais caro do que a primeira semana de agosto. Foram eles: banana prata (de R$ 3,70 para R$ 5,26 o quilo), cebola (de R$ 3,75 para R$ 4,50 o quilo) e laranja pera (de R$ 2,00 para R$ 2,21 o quilo). Veja:
O economista Wallace Milis explica que a alta dos alimentos está relacionada a pressão inflacionária dos últimos meses e ao período de safra.
“Quando você reduz o preço dos combustíveis, é natural que você reduza também o custo de distribuição dos alimentos. Mas a distribuição é só um dos componentes do valor dos alimentos. Temos outros, sobretudo, o período de safra. Os alimentos são os produtos com maior sazonalidade, maior variação de preço de uma estação para outra”.
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As previsões não são muito animadoras. Uma das preocupações é que a redução da alíquota do ICMS provoque mais inflação lá no futuro.
“Isso deve gerar um agravamento da crise fiscal dos Estados. Essa conta vai precisar ser paga no próximo ano. É uma conta que se apresenta assim: Estados gastando mais do que deveriam e Estados abrindo mão de receitas que deveriam ter. Isso acaba gerando pressão na inflação no futuro”, explica.