Economia

Findes, CNI e entidades do setor assinam carta a Bolsonaro contra tabelamento do frete

O documento afirma que a Lei 13.703/18 não teve amplo debate com a sociedade

Foto: Agência Estado

Entidades representantes do setor produtivo nacional, juntamente à Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), assinaram documento entregue ao futuro presidente Jair Bolsonaro. A carta versa sobre as consequências do tabelamento do frete para a economia e alega que a Lei 13.703/18 não teve amplo debate com a sociedade.

Os dispositivos legais em questão trariam, conforme o setor, consequências danosas para os trabalhadores, principalmente no que concerne à inflação do preço de alimentos. A preocupação ´e de que a situação atual atinja o nível do ocorrido nos anos 1980, em que o tabelamento gerou hiperinflação.

De acordo com Liemar Pretti, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado do Espírito Santo (Transcares), o tabelamento prejudicaria a todos, devendo ser visto como decisão retrógrada, igualando empresas com maior investimento com as que nunca investem.

Da mesma forma, para Léo Castro, presidente do sistema Findes, a decisão pelo tabelamento do frete afeta a competitividade das empresas e comentou que a indústria enfrenta alta carga tributária, burocracia e infraestrutura insuficiente para geração de empregos. “A decisão de tabelar o frete vai contra princípios básicos de mercado e da livre iniciativa, além de afastar investimentos e novas vagas. No Espírito Santo, em particular, temos um mercado consumidor pequeno e o tabelamento afeta a competitividade da indústria capixaba no acesso a outros mercados”, afirmou o presidente.