Economia

Governo federal vai lançar plano para desenvolvimento ferroviário

Ministro dos Transportes Renan Filho afirmou que lançamento será em fevereiro, quando os projetos serão divulgados e discutidos com mercado e investidores

Durante programa de rádio, Renan Filho Renan Filho avaliou que é preciso retirar ferrovias de dentro das cidades. Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Durante programa de rádio, Renan Filho Renan Filho avaliou que é preciso retirar ferrovias de dentro das cidades. Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O governo federal vai lançar plano nacional para o desenvolvimento ferroviário. Será na primeira quinzena de fevereiro. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (23) pelo ministro dos Transportes, Renan Filho.

“Tive uma primeira conversa com o presidente Lula, apresentando a ele a carteira de projetos. O presidente aprovou e nós estamos organizando para fazer o lançamento nos primeiros dias de fevereiro. Será na primeira quinzena do mês”, disse.

Vamos divulgar os projetos, discutir com o mercado e com os investidores. Vai ser super relevante porque é muito necessário que a gente retire carga e coloque nas ferrovias para evitar os conflitos rodoviários que o Brasil ainda vive. Renan Filho, ministro dos Transportes

Em entrevista a emissoras de rádio, durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Renan Filho avaliou que é preciso retirar ferrovias de dentro das cidades brasileiras e de áreas centrais do país.

“Você chega em São Paulo, o trem da MRS, carregado de minério, passa pelo centro, do lado do mercado. Passa ali uma ferrovia. Aquilo é incongruente com uma cidade da dimensão de São Paulo. A gente precisa, cada vez mais, revisar isso.”

“Não dá para mudar totalmente porque elas (as ferrovias) foram construídas em outro momento, fazem muitas curvas e, com essas curvas, não dá para aumentar a velocidade. Se não tem velocidade, não compete com ônibus, caminhão e van. É um trabalho complexo, precisa de investimento público pesado, de massa”, concluiu.