*Artigo escrito por Pedro Henrique Mariano, MBA em Controladoria e Finanças, consultor e executivo de Controladoria, Planejamento, Finanças, Orçamento, Resultado e Processos e membro do Comitê Qualificado de Conteúdo de Economia do IBEF-ES.
A Controladoria tem como papel principal apoiar a tomada de decisão nas empresas, de forma que o resultado econômico-financeiro seja otimizado. Para os profissionais da área, a disponibilidade de informações confiáveis e precisas são a chave para um bom desempenho de sua função.
Porém, são necessárias análises adequadas do negócio, tanto para avaliar os resultados realizados em relação ao planejamento, quanto para buscar eventuais planos de ação, a fim de garantir a manutenção da saúde da corporação.
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No século XX, o surgimento desse ramo de atuação teve como principais fatores responsáveis o ganho de escala das empresas, assim como o aumento da complexidade das companhias e suas relações com outros agentes econômicos, como os governos.
Essa evolução naturalmente elevou o nível dos controles essenciais para uma boa gestão, que, por sua vez, está diretamente relacionada aos padrões de governança estabelecidos nos ambientes corporativos.
O compromisso da Controladoria é com o resultado da organização, pautada pela conformidade dos procedimentos contábeis, fiscais e financeiros segundo as leis vigentes.
Para isso, um perfil aderente para o profissional da área inclui o equilíbrio entre capacidade técnica e habilidade para navegar em todos os setores da empresa, de forma que, ao longo do tempo, o indivíduo se torne um conhecedor do negócio e represente segurança para a gestão.
Transformando poder de decisão em resultados
As corporações que incluem em seu organograma o escopo de Controladoria nos processos de gestão estão, na verdade, criando condições para o desenvolvimento sustentável de uma visão estratégica do ramo específico de atuação e da economia em geral.
Um ponto de vista em que o “todo” é contemplado também é propício para antecipar problemas e mitigar riscos, uma vez que o planejamento deve ser almejado sempre que possível como premissa de partida.
A ferramenta de gestão que, em geral, representa essa capacidade de planejar é o orçamento empresarial, que em seu processo de construção deve passar por analisar minuciosamente os diversos aspectos do negócio e da economia em que está inserido.
Nesse ponto, para desempenhar as diversas funções citadas, é importante que o responsável do departamento em questão tenha aptidão para visualizar a companhia de forma sistêmica, enxergando os processos através dos quais são realizadas suas atividades, incluindo a forma como os sistemas de informação estão inseridos no ambiente.
Ao compreender a estrutura de processos de um negócio, é possível determinar o fluxo do dinheiro através de informações gerenciais.
Ou seja, ao compreender por onde o dinheiro entra pelas receitas de produtos e serviços, e por onde ele sai com os custos e despesas, torna-se viável determinar métricas e indicadores para mensurar a eficiência da operação.
Como construir uma controladoria de sucesso
Com o contexto apresentado, onde diversas questões técnicas são apresentadas como essenciais, são nos aspectos comportamentais e culturais que reside o “segredo” do sucesso. Isso ocorre porque uma área de Controladoria, ao transitar por todas as áreas e setores de um ambiente, está em contato permanente com a cultura corporativa.
A depender do nível de maturidade organizacional, pode-se determinar que tipos de vantagens e desafios são encontrados à frente.
Por exemplo, uma gestão disruptiva e inovadora possivelmente será mais receptiva a novas ideias e terá um melhor tempo de resposta a mudanças e situações inesperadas. Por outro lado, uma cultura conservadora pode ter apego a velhas práticas e apresentar resistência ao novo.
Para ilustrar as questões culturais com as quais a Controladoria se depara no dia a dia, atualmente, há uma situação inédita na história da humanidade: quatro gerações economicamente ativas compartilhando o ambiente de trabalho. Faz-se, então, necessário refletir sobre esses cenários, para que seja possível encontrar maneiras de lidar com os conflitos entre as gerações.
É preciso promover o diálogo e a colaboração. Para isso, se faz necessário que as pessoas se dediquem a desenvolver habilidades de relacionamento interpessoal e empatia. Entender as pessoas com as quais há relacionamento profissional é importante para otimizar e potencializar os resultados.
Para caminhar em direção ao futuro da sociedade e do mercado de trabalho, para um desenvolvimento econômico sustentável, deve-se entender e tratar os conflitos, encontrando pontos comuns e de união.
Empresas que tomam decisões melhores seguem uma jornada rumo ao crescimento e a Controladoria exerce protagonismo na gestão das empresas e, consequentemente, na economia.