Economia

Infraestrutura como base para o desenvolvimento econômico

Investimentos dessa natureza devem ter o propósito de modernizar ativos já estabelecidos e construir novas estruturas para suportar o ganho de escala da sociedade

Foto: divulgação DNIT

*Artigo escrito por Pedro Henrique Mariano, MBA em Controladoria e Finanças, consultor e executivo de Controladoria, Planejamento, Finanças, Orçamento, Resultado e Processos e membro do Comitê Qualificado de Conteúdo de Economia do IBEF-ES.

Infraestrutura é a base de apoio para o desenvolvimento econômico de um país. As estruturas básicas são o que possibilita todas as atividades das pessoas, tendo grande potencial de impacto social. 

É possível, então, relacionar o crescimento da economia à luz do estágio de maturidade da infraestrutura de modo geral?

>> Quer receber nossas notícias 100% gratuitas? Participe da nossa comunidade no WhatsApp ou entre no nosso canal do Telegram!

Em escala nacional, o governo é o maior agente investidor responsável por criar um ambiente que favoreça os negócios e as relações com fins econômicos. 

Em um contexto global, o Banco Mundial demonstra que, entre países desenvolvidos e emergentes, o financiamento público representa entre 50% e 70% de todo recurso aplicado em infraestrutura.

Investimentos dessa natureza devem ter o propósito de manter e modernizar os ativos já estabelecidos e construir novas estruturas para suportar o ganho de escala da sociedade. Esse processo deve manter em foco a sustentabilidade para ocorrer com solidez.

Benefícios da infraestrutura

Os meios de transporte, sejam ferroviário, rodoviário, marítimo ou aéreo, promovem a conexão entre todas as localidades de um território. 

A importância se encontra em permitir a circulação de bens, serviços e pessoas para que as atividades econômicas aconteçam.

A cadeia produtiva é diretamente dependente da estrutura logística, que inclui procedimentos burocráticos e serviços relacionados, pois é fator determinante da eficiência de custos, despesas e competitividade, não somente nacionalmente, mas também em relação à economia mundial.

Estrutura energética, redes de telecomunicações e outras tecnologias são responsáveis pela velocidade que as relações comerciais ocorrem. 

Ainda, são apoio fundamental para o crescimento da indústria e outros setores primordiais, por se tratar de fonte geradora de empregos que, por sua vez, fomenta o consumo e resultado em desenvolvimento econômico e social.

Uma infraestrutura sólida ainda favorece a capacidade de gerir e lidar com crises e catástrofes naturais. Tem-se, assim, um dos principais motivadores para que o processo ocorra de forma sólida: atenuar impactos e preservar a economia. Dessa forma, é possível oferecer um melhor suporte humanitário e cuidar melhor das pessoas em situações adversas.

Em geral, com todo esse contexto bem trabalhado e desenvolvido, a população tende a um melhor acesso a serviços básicos de qualidade, que incluem os prestados em hospitais, escolas, órgãos públicos e etc. 

O desenvolvimento do capital humano melhora com o tempo a qualidade de vida das pessoas.

Perspectivas a nível Brasil e Espírito Santo

Em 2023, o atual governo realizou o lançamento do novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) com projeções de investimentos que totalizam cerca de R$1,7 trilhão em todos os estados do Brasil.

“Uma forte parceria entre governo federal e setor privado, estados, municípios e movimentos sociais é marca do novo programa para gerar emprego e renda, reduzir desigualdades sociais e regionais em um esforço comum e comprometido com a transição ecológica, neoindustrialização, crescimento com inclusão social e sustentabilidade ambiental.”, portal GOV.br.

As medidas institucionais estão agrupadas em 5 principais meios de alcançar os objetivos:

1. Aperfeiçoamento do Ambiente Regulatório e do Licenciamento Ambiental;
2. Expansão do Crédito e Incentivos Econômicos;
3. Aprimoramento dos Mecanismos de Concessão e PPPs;
4. Alinhamento ao Plano de Transição Ecológica;
5. Planejamento, Gestão e Compras Públicas.

A ONU (Organização das Nações Unidas) determinou 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) para a Agenda 2030, conforme os principais desafios enfrentados pelas pessoas em todo o mundo. O novo PAC apresentado está alinhado com diversos desses objetivos.

Foto: ONU

Fonte: ONU

De volta ao governo do Espírito Santo, a Secretaria de Economia e Planejamento possui um plano de desenvolvimento de longo prazo com horizonte no ano de 2030. 

Tem-se, então, perspectivas positivas que necessitam do envolvimento de vários setores da sociedade, da aplicação de tecnologias e do desenvolvimento do mercado de trabalho.

Os setores que projetam destaque são: #1 Infraestrutura, logística e comunicação; #2 Ciência, tecnologia e inovação e #3 Petróleo, gás e energia. Como combustível para o desenvolvimento desses setores, serão necessários investimentos em:

1. Formação de mestres, doutores e profissionais do mercado de trabalho;
2. Realizar estudos e pesquisas, tanto nas empresas como em instituições de ensino;
3. Integrar o Espírito Santo ao Brasil e ao mundo, tornando o estado competitivo nos mercados já conquistados e em novos mercados.

O povo brasileiro é trabalhador e competente, que está à altura dos desafios de crescimento econômico em relação à infraestrutura. 

Ao governo, cabe apoiar e criar condições para a economia consolidar, cada vez mais, seus pontos fortes no mercado nacional e internacional.

IBEF-ES

Entidade de utilidade pública

Instituto Brasileiro de executivos de finanças - Espírito Santo

Instituto Brasileiro de executivos de finanças - Espírito Santo