
*Artigo escrito por Eric Alves Azeredo, professor, executivo, advogado, CEO da AZRD e membro do Comitê Qualificado de Conteúdo de Empreendedorismo e Gestão de 2024 do Ibef-ES.
O conglomerado de luxo LVMH, que engloba as marcas Louis Vuitton, Moët Hennessy e TAG Heuer, junção de Techniques d’Avant Garde com o sobrenome de seu criador, anunciou um acordo de patrocínio de 10 anos com a Fórmula 1, que entrará em vigor a partir de 2025.
“Uma das principais marcas do LVMH – grupo liderado pelo bilionário Bernard Arnault, atualmente um dos cinco homens mais ricos do mundo, com patrimônio líquido de US$ 233 bilhões (cerca de R$ 1,1 trilhão), segundo a revista Forbes – é a TAG Heuer, que foi adquirida em 1999 pelo grupo francês.”
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História
Fundada em 1860, quando aos 20 anos de idade Edouard Heuer abriu sua primeira relojoaria na fazenda da família, em Saint-Imier, na Suiça, a TAG Heuer sempre esteve ligada ao automobilismo, tendo sido a primeira marca de relógios a patrocinar a Fórmula 1.
Em 1975, foi pioneira na cronometragem eletrônica para equipes de corrida líderes do mundo e, em 1983, criou um novo paradigma no universo dos relógios com sua própria coleção revolucionária: o TAG Heuer Fórmula 1.
Um dos maiores pilotos da história, o lendário Ayrton Senna, tido como embaixador da marca, usava em seu dia a dia, um relógio modelo S/EL derivado de esporte e elegância, lançado em 1987, e desenhado por Eddy Schöpfer, designer audaz que tinha na sobriedade e harmonia, suas marcas registradas.
A TAG Heuer também está presente em equipes da Fórmula 1, sendo responsável pela cronometragem oficial da equipe Oracle Red Bull Racing Fórmula 1.
Num esporte em que milésimos de segundo fazem toda a diferença, a marca, conhecida pela sua precisão e excelência, desenvolveu cronógrafos, instrumentos utilizados para medir curtas passagens de tempo, que podem registrar 5/10000 de segundos.
A TAG Heuer substituirá a Rolex, que há mais de 10 anos ocupa o “cargo” de patrocinadora de tempo oficial das corridas de F1, em todas as partes do mundo, mas certamente esta não será a única mudança que deverá ocorrer no “circo” da Fórmula 1.
Mudança também no espumante
O espumante Moët & Chandon, que já foi utilizado nas comemorações, no período de 1966 a 1999 e novamente em 2020, deverá retornar substituindo o italiano Ferrari Trento, que desde 2021 faz a festa do pódio. Espera-se, também, que os troféus sejam distribuídos em cases da Louis Vuitton.
Desde 2016, quando a Liberty Media Corporation comprou o controle acionário do Formula One Group por US$ 4,4 bilhões (aproximadamente R$ 25 bilhões), o mundo esportivo tem assistido à criação de um ecossistema bastante lucrativo em torno da principal categoria do automobilismo mundial.
Somente no segundo trimestre de 2024, a empresa anunciou que a Fórmula 1 gerou R$ 4,8 bilhões de receita, um aumento de 20% em comparação ao mesmo período do ano passado, e o acordo de patrocínio com a LVMH, no valor de US$ 150 milhões (cerca de R$ 840 milhões) por temporada, promete aumentar ainda mais essa receita.
E nada supera, em termos de criatividade, a frase de Jack Heuer, presidente honorário da TAG Heuer: “O tempo não para, por que nós deveríamos parar?”
Este texto expressa a opinião do autor e não traduz, necessariamente, a opinião do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo.