A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) divulgou nesta quarta-feira (12) os dados do Indicador de Atividade Econômica (IAE), lançado trimestralmente, em relação aos primeiros três meses de 2024.
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Os dados da Federação dão conta que a economia capixaba cresceu 3,6%, impulsionada pelo setor das indústrias. O número é maior do que registrado pelo país, que teve alta de 2,5% em seu PIB no mesmo período, segundo o IBGE.
O desempenho do setor industrial no Estado também superou o nacional, sendo 5,9% e 2,8%, respectivamente.
O desempenho do primeiro trimestre mostra uma perspectiva positiva para a economia capixaba ao longo do ano, com previsão de alta de 3,4%, também superior à projeção do mercado para o Brasil (+2,1%).
O crescimento projetado para o setor da indústria neste ano é de 8,8%, seguido pelos setores da agropecuária (3,2%) e serviços e comércio (2,9%). Vale lembrar que o Espírito Santo é o segundo Estado mais industrializado do Brasil.
Paulo Baraona, presidente em exercício da Findes, avalia os primeiros números do ano como positivos e aponta as oportunidades que devem surgir, já vislumbrando os próximos anos.
“Estamos vendo a economia capixaba crescer acima da média nacional e a indústria desempenhando um papel fundamental para que o Estado alcançasse esse resultado. Quando olhamos em um horizonte de cinco anos, ou seja, até 2028, temos registrados quase de R$ 82 bilhões em investimentos para o Estado, sendo sua grande maioria investimentos industriais. São novas indústrias chegando e unidades em expansão. Isso é fruto do bom ambiente de negócios do Espírito Santo”, explicou.
Setor de petróleo e gás é destaque no 1º trimestre de 2024
A indústria foi o principal setor a contribuir com o crescimento da economia capixaba nos três primeiros meses deste ano, com desempenho positivo em todas as quatro atividades que a compõem.
De acordo com o IAE, a indústria extrativa se destacou com 10,5%, seguida pela energia e saneamento (10,2%), construção (3,2%) e indústria da transformação (1,2%).
A Federação avalia que o bom resultado da indústria extrativa se deve ao aumento na produção de minério de ferro (3,9%) e de petróleo e gás natural (17,1%).
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Além disso, o setor de serviços teve aumento de 2,7%, influenciado pelas demais atividades de serviços (3,9%) e pelo ramo de transportes (1,7%). Já a agropecuária cresceu 11,1% neste primeiro trimestre no Estado. Por sua vez, o comércio contraiu 0,8% no período.