Desde o início da pandemia do novo coronavírus, mais de 8.200 pessoas deixaram de pagar os planos de saúde e odontológicos no Espírito Santo. O motivo está relacionado com a perda do emprego e diminuição da renda familiar dos capixabas.
Depois de trabalhar seis anos no estaleiro, Marcionez Jesus perdeu a fonte de renda e os benefícios oferecidos pela empresa. Após passar o período de carência, o técnico em eletroeletrônica ainda tentou buscar alternativas. Ele fez uma pesquisa de preços em diversos planos de saúde, mas a despesa não coube no orçamento da família.
“Quando a gente está empregado, temos a carteirinha. Fiquei com o plano funcionando durante a carência, por 30 dias. Eu desembolsava em torno de R$ 500 reais, e quando sai do mercado de trabalho, o valor do plano passou para mais de R$ 1 mil e não cabia no orçamento”, disse.
Ele não foi o único que ficou sem plano em um dos períodos mais delicados para a saúde da população. Em todo o Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), quase 855 mil usuários desistiram dos planos de saúde e odontológicos desde o início da pandemia.
Para os próximos meses, o economista Pedro Lang acredita que alguns usuários comecem a retornar aos planos. “O coronavírus pegou as pessoas de surpresa. Nesse momento em que estamos vivendo, as seguradoras têm dificuldades de manter os clientes. Com o distanciamento social diminuindo e as medidas de flexibilização da economia entrando em vigor, podemos ver números melhores e uma realidade mais tranquila”, explica.
*Com informações da repórter Andressa Missio, da TV Vitória/ Record TV.