Economia

Moradores de Vitória tem que trabalhar mais de 95 horas para pagar uma cesta básica

Na avaliação mensal, esta alta decorreu das elevações nos preços da farinha (19,50%), do leite (14,87%) e do feijão (9,68%)

Foto: Divulgação
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Em junho de 2018, a Cesta Básica de Vitória calculada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) registrou uma alta de 0,92% passando de R$ 409,95 em maio para os atuais R$ 413,73. 

Na avaliação mensal, esta alta decorreu das elevações nos preços da farinha (19,50%), do leite (14,87%) e do feijão (9,68%). 

Os preços que registraram as maiores quedas foram o tomate (27,41%), a batata (3,88%) e a manteiga (1,24 %). Neste mês, nenhum produto permaneceu com o preço estável.

Em junho de 2018 o valor da Cesta Básica em Vitória representou 47,14% do salário mínimo líquido, contra 46,71% no mês anterior. 

O trabalhador com rendimento de um salário mínimo necessitou, em junho deste ano, cumprir uma jornada de 95 horas e 25 minutos para adquirir os bens alimentícios básicos. 

Cesta básica x salário minímo

Com base no total apurado neste mês para a cesta mais cara do país, a de Porto Alegre R$ 452,81 e considerando a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deva ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. 

Em junho de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.804,06 ou 4,33 vezes mais do que o mínimo líquido atual de R$ 877, 68.