As perdas ou desperdícios tem sido a grande preocupação das cadeias produtivas de uma forma geral. Numa visão mais ampla, as perdas já começam a se manifestar no projeto, ou seja, projetos mal feitos acabam por provocar perdas na eficiência e produtividade da planta ou processo produtivo.

No setor de alimentos as perdas brasileiras são imensas. Calcula-se, por exemplo, que a produção de grãos tem uma perda aproximada de 30% da produção, o que é um índice extremamente alto. Alguns anos atrás fizemos trabalhos de consultoria no porto de Paranaguá no Paraná, e naquela oportunidade já era possível ver taxas de perdas no transporte de soja que se localizavam no caminho até o porto, na demora no atendimento aos caminhões (filas imensas com mais de 10km pela rodovia), perdas internas (porto) nas correias transportadoras e também na deterioração dos grãos por motivos de atrasos e demora no embarque.

Toda e qualquer perda ou desperdício tem apenas um destino: o custo final ao cliente, portanto, uma boa gerência preventiva de perdas significará menores custos, melhoria ambiental  e melhor atendimento aos clientes, ou seja, produtividade e lucratividade.

No supermercado ou na mercearia do bairro, as perdas também se manifestam em toda a cadeia produtiva: fornecedores sem controle da qualidade, infra-estrutura inadequada, procedimentos mal elaborados, planos míopes, funcionários sem qualificação, controles inadequados, produtos obsoletos, vencidos e sem giro no estoque, clientes insatisfeitos…. as perdas são muitas, porém uma boa notícia: Podem ser minimizadas por uma gestão competente focada na Qualidade Total.  Lembrando Crosby: Qualidade é de graça, não custa nada, o que custa são as não conformidades (perdas).

A palestra gratuita ACAPS, tem o apoio e patrocínio da TECNOCLEAN – www.industrialclean.com.br

Getulio Apolinário Ferreira

Colunista

Escritor pela Qualitymark Editora, Consultor organizacional, Engenheiro na linha da gestão japonesa com dois estágios no Japão nas áreas de projetos criativos dos Thinking Groups da Kawasaki Steel, Qualidade Total, Kaizen/Inovação e programas Zero Defeitos estabelecendo um forte link com o Programa de Qualidade Total da CST, hoje Arcelor Mittal. Getulio participa também, com muita honra, da Academia Brasileira da Qualidade – ABQ onde estão os profissionais de maior destaque nas áreas da Qualidade e Inovação do Brasil.

Escritor pela Qualitymark Editora, Consultor organizacional, Engenheiro na linha da gestão japonesa com dois estágios no Japão nas áreas de projetos criativos dos Thinking Groups da Kawasaki Steel, Qualidade Total, Kaizen/Inovação e programas Zero Defeitos estabelecendo um forte link com o Programa de Qualidade Total da CST, hoje Arcelor Mittal. Getulio participa também, com muita honra, da Academia Brasileira da Qualidade – ABQ onde estão os profissionais de maior destaque nas áreas da Qualidade e Inovação do Brasil.