Você sabe como alcançar suas metas?

Em primeiro lugar é nosso dever declarar a grande amizade por este grande consultor que foi entrevistado por Patrícia Bispo do www.rhportal.com.br . Abrindo a seção de artigos percebemos com enorme alegria que o entrevistado era Ômar Souki, parceiro e amigo de longa data.

Vamos à entrevista:

Ter um norte, determinar ações para alcançar um sonho tão desejado e seguir em frente, superando obstáculos e os imprevistos que surgem a cada dia. Essa linha de pensamento não serve apenas para quem traça metas pessoais, mas também serve de base para aqueles que fazem um planejamento estratégico e precisam conquistar resultados. Ao contrário do que muitos imaginam, as metas pessoais e organizacionais possuem características comuns como, por exemplo, ter prazos congruentes com o que se deseja alcançar.

“Meta é um alvo que desejamos atingir. E para atingi-lo é necessário que tenhamos nosso foco visual, mental e emocional concentrado nesse alvo”, afirma o consultor organizacional Ômar Souki. Escritor, conferencista e autor de 17 livros que têm como objetivo promover o desenvolvimento das pessoas e das empresas, Ômar afirma que no universo corporativo as metas ambiciosas exigem investimentos cada vez mais elevados em treinamento e motivação destinados aos colaboradores, assim como em campanhas de marketing. Em entrevista concedida ao RH.com.br, o consultor explica como as empresas podem ajudar os profissionais a atingirem e superar metas, mesmo diante de fatores que possam interferir direta ou indiretamente no negócio. Nesse contexto, o profissional de Recursos Humanos tem atuação fundamental. Confira e aproveite a leitura.


RH.com.br – Na sua visão, qual a melhor definição para “metas”?
Ômar Souki – Visualize um alvo e um arqueiro. O alvo está a 50 metros do arqueiro. Ele estica o arco e segura firmemente a flecha. Solta a flecha e essa, viajando a uma incrível velocidade, atinge o alvo bem no centro. Ele é um exímio arqueiro e é aplaudido pelos colegas. Atingiu a sua meta. Agora coloque uma venda nos olhos do arqueiro. Indique mais ou menos onde está o alvo e peça a ele que solte a flecha. Será que a flecha irá atingir o alvo? É pouco provável. Meta, portanto, é um alvo que desejamos atingir. E para atingi-lo é absolutamente necessário que tenhamos nosso foco visual, mental e emocional concentrado nesse alvo. Enfim, quando nos dedicamos à conquista de uma meta é necessário esquecer todo o resto.

RH – As metas pessoais e as relacionadas ao universo corporativo têm características em comum?
Ômar Souki – A empresa é composta de pessoas. A diferença entre as empresas que prosperam e as que fecham, encontra-se nas pessoas. Pessoas excelentes sabem como promover o sucesso de suas organizações. Para isso, elas estabelecem metas ambiciosas para si mesmas, para suas equipes e para a empresa. Existem algumas características comuns às metas pessoais e empresariais e podemos citar as seguintes: ambas são bem definidas e bem quantificadas; ambiciosas, mas realistas; possuem prazos congruentes com o que se deseja atingir; são divulgadas à exaustão; e implicam em crescimento pessoal e profissional, que podem resultar em recompensas financeiras e ou morais.

RH – A competitividade é cada vez mais acirrada. Com isso, as empresas determinam metas e, muitas vezes, os profissionais não conseguem atingi-las. Que fatores as organizações devem considerar ao traçar metas para os colaboradores?
Ômar Souki – É importante saber se a empresa está realmente disposta a pagar o preço necessário para que as metas sejam atingidas. Metas ambiciosas exigem investimentos cada vez mais elevados em treinamento e motivação do pessoal, assim como em campanhas de marketing. A empresa deve, portanto, oferecer, juntamente com as metas, os instrumentos necessários para atingi-las. Esses instrumentos estão ligados à qualidade do marketing que ela realiza junto aos clientes, tanto internos quanto externos. Os resultados estimulados pelo treinamento e pela motivação do pessoal interno devem ser sustentados por investimentos em campanhas inteligentes de marketing para fortalecer a marca junto ao cliente externo.

RH – Esses fatores que o Sr. acabou de citar podem ser tomados como base por qualquer empresa ou cada caso possui peculiaridades?
Ômar Souki
– Independente do setor é preciso que haja motivação e otimismo. Motivação é a vontade de fazer acontecer e o otimismo é a expectativa positiva de que as coisas vão acontecer como queremos. Para o público interno, isso é, colaboradores da empresa, sugiro doses maciças de motivação e otimismo. E para o público externo, isso é, os clientes da empresa, investimentos em marketing para valorizar a marca. Em qualquer ramo de atividade temos que contar com colaboradores otimistas e motivados e com clientes que desejem adquirir nossa marca.

RH – Traçar metas é um processo unilateral ou deve ser um processo realizado em conjunto com os colaboradores?
Ômar Souki
– As metas surgem na mente dos líderes. Os líderes têm uma percepção mais ampla, mais estratégica, do caminho a ser percorrido pela organização, por isso são eles que estabelecem as metas. Já a elaboração do planejamento e das estratégias deve envolver os colaboradores. Deve ser um envolvimento autêntico, para que as pessoas se sintam parte do processo e se motivem a conquistar as metas propostas. É importante que a empresa inclua os colaborados tanto na elaboração das estratégias quanto na distribuição dos resultados. A participação dos colaboradores nos lucros tem sido um fator preponderante do sucesso de várias empresas. Bill Gates, desde a fundação da Microsoft, distribuiu lucros e disponibilizou ações para seu pessoal. Ele disse que essas iniciativas foram fundamentais para o extraordinário sucesso de sua empresa.

RH – Qual o erro mais comum e ao mesmo tempo perigoso que as empresas cometem ao traçar metas?
Ômar Souki – Quando recomendo às pessoas a traçarem metas, digo que as metas devem ser ambiciosas o bastante para nos motivarmos em direção a elas, e também atingíveis para evitar a frustração. E, antes de qualquer coisa, devemos investir em nossa capacitação. Estabelecer metas é um processo simples, mas para atingi-las temos que investir em nosso crescimento pessoal e profissional. Na empresa é o mesmo: criar metas e não dar o suporte necessário tanto em treinamento quanto em fortalecimento de marca cria frustração nos colaboradores.

RH – Estimular o espírito de equipe é fator indispensável para o alcance ou mesmo a superação de metas?
Ômar Souki
– Um ser humano sozinho consegue fazer muito, mas indiscutivelmente, ao se associar a outros consegue, literalmente, mover montanhas. Existe um poder sobre-humano na sinergia. Quando as pessoas se unem com um propósito comum conseguem realizar verdadeiros milagres. Por isso, é fundamental estimular a cooperação entre os colaboradores. Claro que teremos problemas de relacionamentos na empresa. Isso é comum. Faz parte. O erro é focar demais nas rusgas e implicâncias de uns com os outros. Importante para estimular esse espírito é promover reuniões sociais e festas fora do ambiente de trabalho. Nesses momentos de descontração os desentendimentos são esquecidos e as arestas, aparadas.

RH – Qual a importância do gestor nesse contexto?
Ômar Souki
– Fundamental. O líder está ali para estimular o entendimento e o espírito de equipe. Ele deve lembrar a todos que somente a cooperação os levará a atingir e, até mesmo, a superar as metas estabelecidas. Uma vez conquistados esses propósitos, todos serão beneficiados. Por isso, quanto maior a harmonia dentro das equipes, melhor. O papel principal do líder, em minha opinião, é o de motivar e facilitar o bom entendimento entre os membros de sua equipe.

RH – Quando um líder observa que sua equipe não apresenta o desempenho esperado, esse é o momento de ser flexível e rever as metas determinadas?
Ômar Souki
– Nesse caso, o líder deve ter a lucidez de identificar porque as metas não foram atingidas. Será que é um problema só da equipe, ou será que a empresa também falhou? Ou pode ser um problema relacionado com o desempenho da economia em geral. É preciso que o líder tenha discernimento para ver onde é que houve a falha, de quem foi a responsabilidade pelo desempenho fraco e fazer as devidas correções.

RH – Redefinir as metas é sinal de fraqueza ou de estratégia?
Ômar Souki
– É preciso ser realista. Os processos que envolvem seres humanos têm que dispor de uma boa dose de flexibilidade. Acidentes e imprevistos acontecem. Portanto, quando as metas não são atingidas isso não significa necessariamente fraqueza. Pode significar apenas que as condições iniciais mudaram. Talvez a empresa não tenha dimensionado corretamente o investimento necessário para ampliar seu mercado. Pode ser que participantes importantes do time saíram e foram para a concorrência. Nesses momentos é preciso uma boa dose de humildade e de paciência para corrigir os erros e retomar o rumo.

RH – A presença efetiva da área de RH na estratégia da empresa, pode ser considerada um fator determinante para o atingimento ou a superação das metas dos profissionais?
Ômar Souki
– O sucesso de qualquer planejamento estratégico vai depender do recrutamento das pessoas certas e do treinamento freqüente delas. Ao pensar nas empresas modelos nas quais já atuei, percebo um investimento constante no aprimoramento dos métodos de recrutamento- para achar a pessoa certa para o lugar certo – e no investimento maciço em treinamento e desenvolvimento de seus clientes internos. Quanto maior a satisfação do cliente interno, maior será a satisfação do cliente externo. A área de RH tem um papel fundamental em incrementar essa sinergia entre os públicos internos e externos da empresa. É justamente essa sinergia que levará a empresa não só a atingir suas metas, mas até mesmo a superá-las.

autoria: Patrícia Bispo – RH

Getulio Apolinário Ferreira

Colunista

Escritor pela Qualitymark Editora, Consultor organizacional, Engenheiro na linha da gestão japonesa com dois estágios no Japão nas áreas de projetos criativos dos Thinking Groups da Kawasaki Steel, Qualidade Total, Kaizen/Inovação e programas Zero Defeitos estabelecendo um forte link com o Programa de Qualidade Total da CST, hoje Arcelor Mittal. Getulio participa também, com muita honra, da Academia Brasileira da Qualidade – ABQ onde estão os profissionais de maior destaque nas áreas da Qualidade e Inovação do Brasil.

Escritor pela Qualitymark Editora, Consultor organizacional, Engenheiro na linha da gestão japonesa com dois estágios no Japão nas áreas de projetos criativos dos Thinking Groups da Kawasaki Steel, Qualidade Total, Kaizen/Inovação e programas Zero Defeitos estabelecendo um forte link com o Programa de Qualidade Total da CST, hoje Arcelor Mittal. Getulio participa também, com muita honra, da Academia Brasileira da Qualidade – ABQ onde estão os profissionais de maior destaque nas áreas da Qualidade e Inovação do Brasil.