Há 57 anos atuando em prol da educação, o Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe/ES) vem a público manifestar que, ao contrário do que declaram as autoridades competentes, as instituições privadas de ensino estão preparadas para o retorno das atividades presenciais de forma responsável, segura e escalonada, com base em regimentos e regras nacionais e internacionais de prevenção da Covid-19.
Protocolos sanitários e pedagógicos se encontram prontos há dois meses, foram encaminhados às autoridades governamentais de saúde e de educação e ao Conselho Estadual de Educação e serão seguidos, garantindo um ambiente seguro aos alunos, colaboradores e pais.
Asseguramos que as aulas remotas terão sua continuidade garantida às famílias que não se sentirem confortáveis quanto às atividades presenciais. O retorno é uma opção para aqueles que necessitam de um ambiente seguro para seus filhos.
A retomada das aulas presenciais significa bem mais do que aprendizagem, representa a volta da interação social. O que favorece a transmissão da Covid-19 é a aglomeração e, no caso das instituições particulares de ensino, haverá respeito ao distanciamento, o uso de máscaras, a disponibilidade de álcool em gel 70% e outros inúmeros cuidados.
Mesmo diante de tantos estudos que comprovam a importância do retorno das atividades, parece-nos que, para as autoridades governamentais, a pandemia faz parte de um jogo político. Não querem desagradar aliados e se omitem quanto ao que deveriam ter feito há mais de quatro meses: preparar a rede pública para a volta às aulas. Assim, as autoridades vinculam, neste momento, o retorno do atendimento presencial da escola particular ao da rede pública com um discurso de “abismo educacional” entre os estudantes.
A instituição particular de ensino do Espírito Santo não mediu esforços, investiu pesado em estrutura e protocolos (de saúde, pedagógico e jurídico) e está pronta há meses para receber seus alunos. Caso o retorno não ocorra, a responsabilidade do atraso pedagógico e dos prejuízos sociais causados em nossos alunos será dos governantes, assim como a redução dos empregos no setor educacional capixaba.