*Artigo escrito por Pedro Henrique Mariano, MBA em Controladoria e Finanças, consultor e executivo de Controladoria, Planejamento, Finanças, Orçamento, Resultado e Processos e membro do Comitê Qualificado de Conteúdo de Economia do IBEF-ES.
Não existe a opção de agir naturalmente sem pensar no mundo pós-pandemia e nas adaptações para uma nova realidade. O cenário de crise generalizada, uma vez que esteja posto, não é fácil de superar, mas uma consequência positiva é a geração de novas oportunidades.
Não se deve apenas mapear e apontar os problemas, mas também ajudar a construir soluções.
Em situações adversas, é fundamental o apoio mútuo para evitar sobrecargas de trabalho e emocionais. Embora o futuro não possa ser previsto, é essencial refletir sobre as possibilidades e a maneira como se pretende aproveitá-las.
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Sem uma abordagem apocalíptica e muito menos com posicionamento político, é essencial considerar que as coisas podem não voltar a ser como eram antes. Não ter essa consciência pode implicar em ser excluído do novo contexto criado.
Esperar o melhor, preparando-se para o pior
Brevemente em aspectos da vida pessoal, deve-se preservar os maiores ativos: saúde corporal e mental.
É o corpo que conduzirá a mente pela jornada da vida. Profissionais especializados em saúde são os mais indicados para se ouvir e seguir.
Profissionalmente, atentar-se para as necessidades de mercado:
1. Empresas: reaprender a vender na adversidade e incorporar a realidade digital “imposta”. Explorar o universo on-line, seja atualizando o modelo de negócios na forma de operar e vender ou para se relacionar com os clientes.
2. Equipes: pessoas autossuficientes e comprometidas, com disciplina e capacidade de produzir no modelo home office ou qualquer outro. Gerar mais valor do que o normal para alavancar o mercado em recuperação.
3. Líderes: ser o elo de ligação das pessoas rumo à nova realidade das empresas, criando as condições necessárias. A visão é sempre a de ser um facilitador.
É importante lembrar que, entre o número de desempregados, existem pessoas muito competentes.
Implica afirmar que deve-se expandir o horizonte de competências e conhecimentos, de forma a tornar-se mais completo e gerar mais valor.
A mentalidade de se adaptar e evoluir é a principal ferramenta quando o cenário é dinâmico e pouco previsível.
Gastar metade da energia com as tarefas imediatas. Ou seja, preservar a saúde para cuidar de si e dos seus, manter/conquistar um emprego ou outra fonte de renda, executar uma rotina diária em que a mente esteja sã e ativa, etc.
A outra metade da energia precisa estar focada no amanhã e, caso a ansiedade apareça: parar, respirar fundo e retomar a estratégia futura.
A vida não se trata de uma corrida de cem metros, mas de uma maratona de resistência, com o entendimento de que tão importante quanto caminhar rápido é caminhar com calma, mas nunca parar.
As escolhas são individuais, mas o futuro coletivo depende delas
A verdade é que não importa acertar em previsões e estar 100% preparado para o que é desconhecido no futuro.
O importante é que depois de refletir seja voltada mais atenção ao pensamento consciente de que o futuro traz desafios novos e sem precedentes, dando menos atenção ao pensamento que prefere resistir, acreditar que vai ficar tudo bem e a vida voltará ao que era antes.
As escolhas são individuais, mas é importante refletir sobre quais conduzem ao papel de protagonista ativo ou passageiro passivo.
Deve-se alimentar a visão de que toda semente plantada hoje gerará impactos, positivos ou negativos, na vida coletiva, seja pessoal e profissionalmente.
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