Economia

Economia do ES cresce 4,4% no primeiro trimestre de 2022

Indicador de Atividade Econômica (IAE) da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) apontou crescimento capixaba acima da média nacional

Foto: Iures Wagmaker

Indústria de alimentos no Espírito Santo se destacou e cresceu 20,6% no primeiro trimestre de 2022

A economia do Espírito Santo cresceu 4,4%, no primeiro trimestre de 2022, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com Indicador de Atividade Econômica (IAE) da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

Serviços (6,6%), agropecuária (3,7%) e indústria (0,5%) foram os principais responsáveis pelo resultado acima da média nacional (1,7%). Os dados compilados pelo Observatório da Indústria da Findes foram divulgados nesta sexta-feira (10), em coletiva de imprensa.

A presidente da Findes, Cris Samorini, disse que a indústria capixaba superou alguns desafios durante o primeiro trimestre do ano. Entre eles, citou o aumento dos casos positivos de Covid-19, no Estado e no Brasil, mas com redução do número de óbitos; a guerra na Ucrânia; e a lentidão na recuperação das cadeias globais de fornecimento.

Foto: Findes/Divulgação

Cris Samorini (esq), presidente da Findes, e a economista Marília Silva falaram sobre os resultados da economia do Espírito Santo no primeiro trimestre de 2022 

“Essa última foi agravada pela adoção de medidas de lockdown em regiões produtoras chinesas, devido ao aumento de casos locais de Covid-19, fatos que levaram à elevação dos preços a nível mundial já observada e esperada para o ano. No caso da guerra na Ucrânia, tivemos o aumento dos preços das commodities e de outros produtos exportados pelo país e pela Rússia, tais como petróleo e gás natural, grãos e fertilizantes”, explicou.

Foto: Divulgação/Findes

Mesmo com os desafios internacionais, a indústria capixaba cresceu. O desempenho positivo do setor industrial capixaba é explicado pela indústria da transformação, que avançou 6,1%. Energia e saneamento (5,1%) e construção (3,5%) também tiveram bom desempenho. No caso da indústria de transformação, o destaque ficou por conta da maior fabricação de produtos alimentícios (20,6%), da metalurgia (13,1%) e da produção de papel e celulose (2,0%). 

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Por sua vez, a indústria extrativa teve queda de 4,4% no período, puxada pela redução na extração de petróleo e gás natural (-10,8%), apesar do crescimento na atividade de pelotização do minério de ferro (13,0%).

A economista-chefe da Findes e gerente-executiva do Observatório da Indústria, Marília Silva, explicaram que, no caso do setor de serviços (6,6%), a manutenção da recuperação do setor com o aumento das atividades presenciais, sobretudo de serviços destinados às famílias, e dos transportes (de cargas, via exportação e Correios, e de pessoas, em especial as viagens aéreas) se destacou no período.

“Para a agropecuária o resultado também foi positivo com o setor crescendo 3,7%, impulsionado pela agricultura (4,2%), com a maior produção de café, banana, pimenta-do-reino, tomate, entre outras lavouras”, comenta.

Para o Brasil, a atividade econômica cresceu 1,7% nesta análise interanual, motivada pelo avanço de 3,7% no setor de serviços, ao passo que a indústria e a agropecuária recuaram 1,5% e 8,0%, respectivamente. O recuo da indústria nacional pode ser explicado pelo impacto das chuvas no setor extrativo, sobretudo em Minas Gerais, e a queda da agropecuária foi motivada pelas geadas no Sul do país, que atrapalharam a lavoura de soja, além de outros produtos agrícolas.