A conta de energia vai ficar mais barata no Espírito Santo. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (6) a redução da tarifa de energia, de 1,82% e 6,05%.
A medida vai beneficiar 1,7 milhão de clientes atendidos pela EDP, distribuidora de energia elétrica no Estado, e entra em vigor nesta quarta-feira (7).
Será feita uma redução de 6,05% para os clientes que estão em Alta Tensão, como indústrias e grandes varejistas. Já os consumidores atendidos em Baixa Tensão, como pequenos comércios e residências, a redução será de 1,82%.
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Na prática, com o reajuste, uma família que costumava a pagar uma conta de R$ 100, passará a pagar R$ 98,28, sendo que desse novo valor de uma fatura mensal, R$ 24,52 serão destinados à EDP, para a cobertura dos custos com operação, manutenção e investimentos na rede de distribuição de energia elétrica.
Outros R$ 38,42 estarão sendo destinados ao pagamento das despesas com geração e transmissão da energia, já os R$ 35,34 restantes serão destinados aos encargos setoriais, impostos e tributos.
Esse novo índice de reajuste das tarifas da EDP é menor que a média dos percentuais já realizados em outras concessionárias do Brasil neste ano, que é de +1,58%.
A contribuição que será feita para o índice negativo de reajuste ficou a cargo da redução dos custos com transmissão (-1,116%) encargos setoriais (-2,03%) e componentes financeiros negativos (-1,60%), reflexo do crescimento de mercado de +12% em relação ao ano anterior.
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Entenda como é calculada a tarifa de energia
A tarifa de energia é composta de custos da geração, transmissão e distribuição de energia, além de encargos e tributos.
Quando a conta chega, o consumidor paga pela compra da energia (custos das empresas geradoras), pelo transporte (custos das empresas de transmissão de energia), pela distribuição (parte que cabe à EDP) e pelos encargos setoriais e tributos.
Portanto, do valor da fatura mensal de energia paga pelo consumidor:
– 39,1% se referem a custos dos segmentos de geração e transmissão de energia;
– 36% se referem a tributos e encargos setoriais;
– 24,9% são os custos com a distribuição de energia, ou seja, aqueles necessários para levar a energia elétrica até a sua unidade consumidora (parte destinada à EDP).
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