Em junho, 25 Estados – entre eles o Espírito Santo – se reuniram com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para pedir uma renegociação das dívidas. Neste encontro ficou definido que os Estados teriam carência de seis meses para pagar os débitos, além de um desconto no valor.
Um montante de R$ 50 bilhões em dois anos: é esse o valor que o Governo Federal deixará de receber caso a proposta de renegociação das dívidas dos estados seja aprovada no Congresso Nacional. Um acordo que surgiu a partir do pedido de carência por parte de alguns dos estados mais ricos do país como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Na visão do Governo do Estado, cuja dívida atualmente está na casa de R$ 1,26 bilhão, essa medida só traz prejuízos para o futuro, pois o dinheiro que os estados deixarão de pagar agora deverão ser ressarcidos de alguma maneira.
“Temos que reduzir as despesas correntes de forma que caibam nas receitas públicas para que as contas fiquem equilibradas, no país como um todo, para que o Brasil possa voltar a investir e assim crescer”, explicou o secretário de estado de Economia e Planejamento, Regis Mattos Teixeira.
A proposta ainda aguarda uma decisão do Congresso Nacional; enquanto isso não ocorre, segundo o secretário, o Espírito Santo continua pagando, mas espera que a decisão se estenda a todos os Estados. “Enquanto o acordo não é aprovado, o Espírito Santo está arcando com suas obrigações. Temos expectativas de que o Supremo, que promoveu esse acordo com os estados que entraram com liminares, estenda a proposta a todos os estados”, finalizou Teixeira.