Economia

Remédios genéricos ficam mais caros após aumento no ICMS

Em alguns casos, houve aumento de até 365% nos imposto aplicado no medicamento, impactando no valor final do remédio

Foto: Pexels | Pixabay

Atualização: houve correção no título e no texto da matéria. O aumento de 365% se refere ao valor do imposto aplicado e não no preço final do medicamento, como informado anteriormente.

Os medicamentos genéricos no Espírito Santo vão ficar mais caros após a mudança no cálculo do ICMS. Em alguns casos, houve aumento de até 365% no imposto aplicado no medicamento, impactando no valor final do remédio

A informação foi confirmada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado do Espírito Santo (SINCOFAES). A mudança está valendo desde o dia 1° de dezembro, quando os medicamentos genéricos deixaram de aplicar o MVA (Margem de Valor Agregado) e passaram a aplicar o PMPF (Preço Médio Ponderado para o Consumidor Final). 

O novo método de cobrança antecipada de ICMS, em que o distribuidor e a farmácia pagam esse imposto antecipado, para não pagar na venda, e a base de cálculo. 

>> Quer receber nossas notícias 100% gratuitas? Participe do nosso grupo de notícias no WhatsApp ou entre no nosso canal do Telegram!

Em nota, a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) informou que o novo cálculo é mais “preciso” e que reflete com maior fidelidade o valor da mercadoria. 

“A Secretaria da Fazenda (Sefaz) informa que o ICMS sobre a medicação é calculado considerando o PMPF, ou seja, o valor de venda médio ao consumidor final. Esse cálculo, além de ser o mais preciso para apurar o valor da mercadoria, foi escolhido a pedido do próprio setor farmacêutico do Estado.”

LEIA TAMBÉM: Dívida Pública Federal sobe e fecha novembro em R$ 5,870 trilhões, diz Tesouro

Além disso, a Sefaz acrescenta que o eventual aumento em relação aos medicamentos genéricos não pode ser fruto da tributação do ICMS sobre a medicação. 

“Possivelmente, deve estar atrelado a outros fatores na formação de preço que podem, inclusive, ser objetos de análise de órgãos de controle”, destacou.

Confira algumas mudanças segundo a SincofazES 

CLONAZEPAN
– ICMS DE R$ 0,69 PARA R$ 1,38
– Aumento: 99%

ZOLPIDEN
– ICMS DE R$ 1,31 PARA R$ 6,10
– Aumento: 365%

ESCITALOPRAM
– ICMS DE R$ 3,24 PARA R$ 8,00
– Aumento: 147%

O diretor do Sindicato de Comércio de Produtos Farmacêuticos, Bruno Souza, as mudanças são colocadas se baseando nas grandes empresas. 

“O imposto era feito sobre um percentual fixo, o governo hoje propõe uma média, mas essa média é colocada baseada nas grandes empresas e isso não reflete nas farmácias que atendem as populações nas farmácias mais carentes”, finalizou. 

* Com informações do repórter Lucas Pisa, da TV Vitória/RecordTV. 

Repórter do Folha Vitória, Maria Clara de Mello Leitão
Maria Clara Leitão Produtora Web
Produtora Web
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário Faesa e, desde 2022, atua no jornal online Folha Vitória