A produção industrial caiu 0,1% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja, a redução de ritmo acontece após a variação nula em janeiro, quando interrompeu três meses consecutivos de taxas negativas.
A Pesquisa Industrial Mensal divulgada nesta quarta-feira, 2, é que traz os dados. Nesse sentido, o resultado de fevereiro contrariou a mediana das previsões de analistas, que apontava alta de 0,2%. Além disso, o intervalo das estimativas ia de queda de 0,4% a alta de 1,5%.
Em relação a fevereiro de 2024, a produção subiu 1,5%. Ou seja, nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de um avanço de 0,8% a 4,9%, com mediana positiva de 2,1%.
No acumulado do ano, que tem como base de comparação o mesmo período do ano anterior, a indústria teve uma alta de 1,4%. Do mesmo modo, no acumulado em 12 meses, a produção subiu 2,6%.
Em fevereiro, a indústria brasileira operou 15,7% aquém do pico de maio de 2011. Na categoria de bens de capital, a produção está 27,1% abaixo do pico de setembro de 2013, enquanto os bens de consumo duráveis operam 32,5% abaixo do ápice de junho de 2013.
Os bens intermediários estão 13% aquém do auge de maio de 2011, e os bens semiduráveis e não duráveis operam em nível 13,8% inferior ao pico de junho de 2013.
14 das 25 atividades recuaram em fevereiro
A ligeira queda de 0,1% na produção industrial nacional em fevereiro ante janeiro foi decorrente de perdas em 14 dos 25 ramos pesquisados no período.
A principal influência negativa partiu de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,3%), após um ganho acumulado de 7,1% nos dois meses anteriores de expansão.
Outras contribuições negativas relevantes foram registradas em máquinas e equipamentos (-2,7%), produtos de madeira (-8,6%), produtos diversos (-5,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%). Bem como máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-1,5%) e móveis (-2,1%).
Porém , na direção oposta, entre as 11 atividades com avanços, os maiores impactos positivos foram de indústrias extrativas (2,7%) e produtos alimentícios (1,7%).