Economia

Tomate e carne são vilões da cesta básica de Vitória, que teve maior alta do Brasil em novembro

O valor dos itens básicos da alimentação na capital capixaba foi de R$ 462,06, a terceira mais cara do país

Foto: Montagem/Folha Vitória

O preço da carne está na boca do povo desde que houve aumento em novembro, como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) indicou ser de até 50% no contrafilé, por exemplo. Entretanto, o grande vilão da cesta básica com a maior alta do Brasil, em Vitória, é o tomate. O valor dos itens básicos da alimentação na capital capixaba foi de R$ 462,06, a terceira mais cara do país.

“Esses preços são sempre regulados pelo mercado internacional. Tem a China como grande compradora, parte da Europa comprando carne da gente, então esse aumento de demanda provocou esse aumento de preço. Para criar gado, depende muito de produtos importados. E o câmbio teve esse aumento razoável, e as pessoas em termos de expectativas, se previnem com aumento do preço da carne”, afirmou o economista Antônio Marcus Machado. 

Com 31,72% de aumento, o tomate lidera, seguido da carne, com 19,37%, e em terceiro o feijão, com 7,25%. Em todas as capitais brasileiras, o preço da carne subiu. Em Vitória, a cesta básica teve a maior alta, subindo 7,89%. As chuvas do mês passado podem ter causado isso. 

“Nossas hortaliças e hortifruttis vêm de regiões como Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, sofreram muito com a questão das chuvas. Isso encarece logo? Não, a economia tem expectativas, então, tem um pequeno reajuste para poder enfrentar aos novos reajustes em relação à oferta que diminuiu por causa da chuva”, completou o economista.

Pelos cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), quem ganha um salário mínimo (R$ 998), no mês de novembro teve que trabalhar durante 12 dias, calculando uma jornada diária de oito horas para comprar os itens básicos da alimentação. 

“Isso é coisa passageira, não chega a ser uma inflação. É uma variação de preços que vai se acomodar nos próximos 30, 40 dias, ou até menos”, afirma o economista Antônio Marcus Machado.

*Com informações do repórter Laércio Campos, da TV Vitória/Record TV