Esportes

Bagagem e confiança para buscar pódio no Brasileiro de Canoa Havaiana

Campeã estadual, equipe Vila Va'a, de Vila Velha, é uma das representantes do Espírito Santo no Brasileiro Sprint de Canoa Havaiana que acontece em Brasília

Foto: Acervo pessoal
A equipe Vila Va’a de canoa havaiana é formada por Clailton, Nelson, Daniel, Luciano, Rafael e Luciano

Acordar todos os dias antes do Sol nascer e entrar na água do mar para treinar por pelo menos duas horas. Há quem chame a turma da canoa havaiana de “malucos”. Mas além da busca por uma vida saudável, existe ali também a turma que quer mais: quer medalhas e títulos. Uma dessas turmas é a equipe Vila Va’a, de Vila Velha.

Com títulos estaduais nas categorias V3 Master 40+ e V6 Open Masculino, a equipe é uma das representantes do Espírito Santo no Campeonato Brasileiro Sprint de Canoa Havaiana que começa na quinta-feira (5) e vai até domingo (8), no lago Paranoá, em Brasília (DF).

“Treinamos cerca de duas horas na canoa todos os dias, além de horas na academia e intensos exercícios aeróbicos. Começamos bem cedo, por volta das 5 horas da manhã, para garantir que aproveitemos ao máximo nosso tempo na água. Somos campeões estaduais de canoa V6 e V3 e temos experiência”, explicou Clailton Silva Júnior.

Capitão da equipe, Clailton, 32 anos, é ex-atleta de remo olímpico. Começou no Clube Náutico Brasil e defendeu também Saldanha da Gama, Botafogo e Álvares Cabral. Hoje, mantém-se ativo — e competitivo — com a canoa havaiana.

“Foram mais de 18 anos de remo olímpico. E, nessa estrada, mais perdi do que ganhei. E acho que isso me dá muita experiência e capacidade emocional para estar junto à minha equipe e acreditar sim em uma chance de pódio no Brasileiro”, acredita o remador.

A equipe Vila Va’a tem, além de Clailton, os remadores Nelson Lima Neto, Daniel Tibau Almeida, Luciano Beite, Rafael Gusmão e Luciano Gualtieri.

Mudanças positivas fora da água

Para os membros da equipe, a canoa havaiana vai além das competições e oferece a oportunidade de aprender e descobrir seus próprios limites.

“As disputas na água nos ajudam a superar desafios pessoais e nos mantêm motivados”, afirmou Nelson Lima, que destaca que a canoa havaiana trouxe mudanças positivas em suas vidas: “Minha disposição, meu humor e o autocontrole melhoraram significativamente desde que comecei a praticar este esporte. Aprendi a importância do trabalho em equipe e que não se vence sozinho”.

“Precisamos dormir mais cedo para acordar cedo, e o consumo de álcool é limitado. Isso nos torna mais dispostos no dia a dia e ajuda a manter nossas mentes leves e focadas”, concluiu o capitão Clailton.