
Daniel “Ghost” Martins, hacker ético capixaba, descobriu um erro enquanto navegava pelo site do Bayern de Munique, time alemão. A falha poderia prejudicar os usuários da plataforma e havia o risco do vazamento de informações confidenciais. Assim que descobriu o erro, Martins imediatamente alertou a equipe, e recebeu uma camisa autografada pela estrela do time, o atacante Tomas Müller.
Além de ser estudante de Direito, o jovem de 24 anos, que prefere não revelar em que cidade mora, também é especialista em segurança da informação.
Com os conhecimentos da área, atua como hacker ético e buscava ajudar o clube, do qual é fã, explorando o site em busca de erros.
O hacker ético ou “hacker do bem” é aquele que invade os sistemas de empresas para justamente apontar as falhas e aprimorar a segurança delas.
“Costumo reportar falhas e vulnerabilidades para várias empresas ao redor do globo. Mas para clube de futebol foi o primeiro. Pretendo me dedicar a clubes também, afinal, eles também são empresas”, planeja o jovem.
A falha colocava em risco dados confidenciais sobre usuários, como nome e informações financeiras, podendo haver vazamento dessas informações em caso de invasão. Ainda naquela madrugada de um dia do mês de maio, Daniel enviou para o clube um relatório explicando com detalhes a fragilidade descoberta no site.
O clube, que é umas das referências mundiais do futebol e estrela da primeira divisão da Alemanha, respondeu ao relatório agradecendo pela ajuda e pedindo o endereço do hacker, para que pudesse ser enviado um presente a ele.
Tempos depois, em setembro, o capixaba recebeu uma camisa assinada pelo atacante do clube, Thomas Müller. O atleta, um dos ídolos do Bayern, defende o clube desde as categorias de base e foi campeão da Copa de 2014, disputada no Brasil.
“Foi gratificante, visto que eu sou fã da equipe. E poder ajudar e ser gratificado é algo muito bom”, completa.
Texto de Maria Leandra, aluna de Jornalismo da 1ª Residência da Rede Vitória, sob supervisão de Marcelo Pereira