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Löw espera que árbitro controle "fúria" brasileira

Belo Horizonte – Na entrevista coletiva que concedeu na noite desta segunda-feira no Mineirão, local da partida contra o Brasil, pela semifinal da Copa do Mundo, Joachim Löw, treinador da Alemanha, escancarou uma preocupação que já havia sido insinuada por seu auxiliar, Hansi Flick. O técnico teme que a seleção brasileira pratique um jogo excessivamente bruto nesta terça-feira – e que o árbitro mexicano Marco Rodríguez, que apitará a partida, seja conivente.

Löw ficou chocado com o que viu na partida entre Brasil e Colômbia, pelas quartas de final. Ele criticou o comportamento das duas equipes, mas deixou evidente que ficou mais espantado com o que fez o time dirigido por Luiz Felipe Scolari no Castelão.

“Eu vi no jogo do Brasil contra a Colômbia que os times foram além do limite que consideramos razoável na Europa”, comentou Löw. “Se fosse na Europa, os 22 jogadores teriam sido expulsos. Espero que o árbitro atue para impedir que isso aconteça de novo no próximo jogo.”

O que Löw disse é algo que outros treinadores e diversos observadores já notaram: a seleção brasileira tem jogado de maneira muito agressiva e várias vezes conta com a complacência dos árbitros, que não coíbem esse comportamento. O treinador alemão afirma que não se preocupa apenas com o resultado do jogo desta terça-feira, mas também com a saúde dos melhores jogadores do mundo.

“A Copa tem se caracterizado pelas fortes disputas físicas, mas em alguns jogos isso passou do limite”, disse ele. “Vi muitas faltas por trás no jogo entre Brasil e Colômbia. Se esse comportamento não for coibido, não teremos mais jogadores como Neymar e Messi, mas apenas jogadores para destruir.”